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Justiça mantém em liberdade adolescente que matou amiga em condomínio de luxo em Cuiabá

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), após uma sessão realizada nesta quarta-feira (31), manteve em liberdade a adolescente que matou a amiga, Isabele Ramos, com um tiro na cabeça em um condomínio de luxo, em Cuiabá, em 2020. A adolescente foi solta no dia 8 de junho deste ano.

A defesa da adolescente informou que não quis se manifestar já que a Justiça manteve a decisão anterior.

A adolescente cumpria pena de três anos no Lar Menina Moça, que fica no Complexo do Pomeri, na capital. A cada seis meses, a Justiça decide sobre a manutenção ou não da internação.

A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso informou por meio de nota que não acolheu os interpostos pelo Ministério Público (MPMT) e manteve a decisão anterior inalterada. Segundo o TJ, por se tratar de processo envolvendo menor, o caso tramita em segredo de justiça, por determinação do Estatuto da Criança do Adolescente.

Em junho, a defesa da adolescente conseguiu, nesta quarta, reverter a decisão da condenação. Ao invés de homicídio doloso, a Justiça considerou que o crime passou a ser homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar.

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A menor foi internada em unidade de medida socioeducativa em Cuiabá no dia 19 de janeiro de 2021.

Isabele Ramos foi morta pela amiga em um condomínio de luxo em Cuiabá em 2020 — Foto: Arquivo pessoal
Isabele Ramos foi morta pela amiga em um condomínio de luxo em Cuiabá em 2020 — Foto: Arquivo pessoa

O crime ocorreu em julho de 2020. Isabele e a condenada eram amigas e tinham a mesma idade. No dia 12 de agosto de 2020, o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a pessoa que matou Isabele estava com a arma apontada para o rosto da vítima, a uma distância que pode variar entre 20 e 30 cm, e a 1,44 m de altura.

Em abril deste ano, Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a internação da adolescente. A decisão do ministro Edson Fachin negou o pedido de habeas corpus da defesa da adolescente.

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Estadual (MPE) já havia recusado o laudo que recomendou a liberação da garota. O parecer negativo então foi encaminhado à Justiça, que seguiu o entendimento do MP e manteve a internação.

Fonte: G1

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