As eleições deste ano podem ser marcadas nos Estados, provocada pelo fim de coligações proporcionais, cláusula de barreira e polarização política. De acordo com avaliação de líderes e dirigentes dos partidos os nomes da terceira via são os mais vulneráveis. Eles entendem que será impossível criar mecanismos para garantir, nos Estados, a lealdade aos palanques nacionais. A leitura do mundo político é de que a proibição das coligações proporcionais, a cláusula de barreira e a polarização consolidada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) resultaram em um descolamento mais acentuado das candidaturas regionais dos postulantes ao Palácio do Planalto. Pré-candidatos da chamada terceira via são os mais vulneráveis e já admitem que seus partidos vão fazer vista grossa para eventuais traições nos Estados.
AVALIAÇÃO

Para o cientista político Vitor Marchetti, professor da Universidade Federal do Grande ABC“Não é um fenômeno novo, mas neste ano está mais antecipado e acentuado. Como ninguém (além de Lula e Bolsonaro) fura a barreira dos 10% (nas pesquisas de intenção de voto), os partidos já trabalham com a lógica de segundo turno. Com a cláusula de barreira e o financiamento público de campanha, o tamanho da bancada passou a ser vital. Ninguém quer ver seu partido minguar nos Estados”, disse o cientista político Vitor Marchetti, professor da Universidade Federal do Grande ABC.
ALTERNATIVA
Coordenadores da campanha do ex-presidente Lula estão tentando encontrar uma saída para posicionar o petista. O primeiro carimbo: ele seria o verdadeiro “candidato de centro”. O segundo: será um “presidente de transição” e não disputará um quarto mandato. O terceiro: sua missão é “reconstruir o País”.
AGENDA CHEIA

Em Brasília, o ex-ministro Sergio Moro (Podemos) está empenhado em promover reuniões com entidades e aliados. Ele afirmou nesta terça-feira(15) que acompanha as conversas entre MDB, União Brasil e PSDB por uma candidatura à presidência da República e que um acordo entre eles só terá chance de prosperar a partir de abril, após o período da janela partidária. A presidente do Podemos, Renata Abreu, no entanto, não tem participado das principais reuniões entre os dirigentes das três siglas.O foco dos partidos tem sido formar as bancadas nos Estados, mas existem discussões sendo realizadas em termos de alianças com demais partidos.
DEU NA MÍDIA
O ex-presidente da república Michel Temer (MDB) pregou pela pacificação do país como política prioritária para trazer segurança social e econômica no país. Nesta terça-feira (15), Temer esteve no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde ministrou uma palestra. O ex-presidente pediu para que o próximo presidente eleito, como primeira medida de governo, busque por um pacto nacional entre diversas correntes políticas.
ASPAS DE TEMER

“Estou propondo, há um tempo, e tomo liberdade de fazer isso aqui, a pacificação do país. Talvez, muito ingenuamente, eu digo que o país está tão convulsionado que o ideal dos ideais seria que o presidente eleito, que assim que eleito fosse ele fizesse uma declaração a todo país propondo um pacto nacional para a pacificação, mas não apenas com os partidos de sua base de apoio, mas com partidos da oposição também, os deputados, senadores, governadores de Estado e entidades da sociedade civil”, pregou o ex-presidente.
MAIS UM
Possível candidato ao governo de Minas Gerais, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou que não descarta dialogar com figuras da política nacional, e que seria um prazer conversar com ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Vai ser um prazer conversar com todo mundo, principalmente com o presidente Lula, que está liderando pesquisa e tem um história
PODER POLÍTICO

Em grande estilo, o apresentador José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, confirmou que será candidato ao Senado na chapa do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), que concorrerá ao governo estadual neste ano. Ele deverá disputar as eleições pelo União Brasil – fusão do DEM e do PSL. Datena disse que tinha sido convidado também pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo ministro Tarcísio Gomes (Infraestrutura) e pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, mas recusou.
DE VOLTA
Para perplexidade da população, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) anunciou, nesta terça-feira (15), que está estudando zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel para empresas de ônibus. “É preciso olhar para as pessoas que utilizam o transporte público do DF e que não suportariam mais um reajuste nas tarifas”, escreveu em suas redes sociais.co de uma posição social muito clara”, declarou Kalil em coletiva de imprensa nesta terça-feira (15).
CONSELHO

Fontes da coluna garantem que o presidente Jair Bolsonaro vem sendo aconselhado pelos principais ministros a manter o general Joaquim Silva e Luna à frente da Petrobras para não fazer uma troca “sem efeito algum”, já que o eventual substituto não teria autonomia para mudar a política de preços da petroleira.A Petrobras pratica a chamada paridade de preços, ou seja, paga pelo produto o preço cobrado no mercado internacional e, por isso, repassa eventuais altas para refinarias, o que leva ao aumento de preços para o consumidor final.
APOLOGIA
O Ministério da Justiça censurou a comédia “Como se tornar o pior aluno da escola”, de 2017, alegando apologia à pedofilia.A decisão, tomada pelo Ministério da Justiça, foi divulgada nesta terça-feira (15), depois de a produção ficcional ser atacada por bolsonaristas nas redes sociais por conta de uma cena em que crianças sofrem assédio sexual de um personagem adulto.Num despacho publicado no “Diário Oficial da União”, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça argumenta que a suspensão busca “a necessária proteção à criança e ao adolescente” e prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.


















