O advogado-geral da União, José Levi, entregou ao presidente Jair Bolsonaro uma carta de demissão nesta 2ª feira (29.mar.2021). Ex-integrante do Ministério da Economia e indicado por Paulo Guedes, ele é o 3º a perder o cargo nas mudanças que Jair Bolsonaro está promovendo na Esplanada.
Uma das razões para que Levi fosse demitido (em Brasília, para efeitos oficiais, é sempre o ministro que pede demissão) foi a ação direta de inconstitucionalidade que o presidente propôs ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra 3 Estados que haviam implementado toque de recolher.
Leia a íntegra da carta de demissão de José Levi (37 KB).
A AGU, por decisão de José Levi não assinou essa ADI. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio enxergou inépcia na peça (porque não poderia ser assinada apenas pelo presidente) e nem analisou o pedido.
Levi tem boa relação com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de quem o Planalto e bolsonaristas nunca fizeram bom juízo. O presidente tampouco achou o trabalho do advogado-geral excepcional e vai aproveitar o momento para pedir o cargo.

Logo depois da confirmação da saída de Levi, Mendonça foi visto no Palácio do Planalto, em reunião com Bolsonaro.
OUTRAS SAÍDAS
Apenas nesta 2ª feira (29.mar.2021), Bolsonaro perdeu outros 2 ministros. No começo da tarde, o titular do Itamaraty, Ernesto Araújo, anunciou a saída do cargo, depois de sofrer pressão de congressistas pela má gestão diplomática do Brasil na compra de vacinas e insumos para o combate à pandemia.
Horas depois, foi a vez de Fernando Azevedo e Silva, do Ministério da Defesa, divulgar que deixaria a pasta. Diferente de Araújo, ele não era alvo de nenhuma manifestação contrária à continuidade dele no cargo.
Os nomes dos substitutos de todos os ministros ainda não foram oficialmente divulgados. O Poder360 apurou que deve ser feita uma dança de cadeiras na Esplanada dos Ministérios. O ministro da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto, deve ser o novo titular do Ministério da Defesa.
Para a Casa Civil, iria o general Luiz Eduardo Ramos, hoje chefe da Secretaria de Governo e responsável pela articulação política do Planalto com o Congresso.
Agora, Bolsonaro busca um nome político para o lugar de Ramos e assim tentar melhorar a relação com o Poder Legislativo. O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) é um dos cotados para a vaga de Ramos.















