O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou nesta segunda-feira (25), em entrevista à imprensa, que continua defendendo a instalação da CPI do Banco Master no Senado Federal. Segundo o parlamentar, as investigações podem revelar um dos maiores escândalos financeiros da história do país, envolvendo fraudes em consignados, desvios no INSS e movimentações bilionárias ligadas ao sistema financeiro nacional.
Wellington destacou que assinou o pedido de criação da comissão há mais de quatro meses, ainda durante as discussões internas do Bloco Vanguarda, formado por partidos de oposição. De acordo com ele, as suspeitas começaram a ganhar força durante os debates sobre a CPI do INSS, quando surgiram indícios de conexão entre empréstimos consignados e desvios envolvendo aposentados.
“Quando foi instalada a CPI do INSS, nós começamos a ver o cruzamento do que acontecia com a questão dos consignados e também com o desvio dos nossos aposentados, dos velhinhos e das velhinhas. Ou seja, por tudo isso estava o Banco Master. Inicialmente falava-se em dois bilhões, depois sete bilhões, e agora pode chegar a dez bilhões só no INSS. Dos consignados pode chegar a 70 bilhões e essa questão do Banco Master, no modo geral, pode chegar a trilhão. Então é o maior escândalo do sistema financeiro da história do Brasil”, declarou.
O senador também rebateu questionamentos sobre a relação do senador Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e negou que o caso provoque desgaste ao PL. Segundo Wellington, o próprio filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria interesse na investigação para esclarecer todas as suspeitas.
“Se ele próprio assinou a CPI e quer que seja investigado, nada melhor para esclarecer a população e principalmente vocês da imprensa do que fazer a investigação até o fundo, para não ficar apenas acusações e falácias. Tem que ser verdade acima de tudo, é o que nós queremos. Doa a quem doer”, afirmou o parlamentar.
Durante a entrevista, Wellington também comentou sobre política internacional e avaliou positivamente a aproximação do Brasil com os Estados Unidos. O senador defendeu a ampliação das relações comerciais com outros mercados, especialmente o Oriente, citando o interesse em abrir o mercado japonês para a carne bovina brasileira. Ele ainda voltou a defender obras estruturantes em Mato Grosso, como a ligação asfáltica entre Vila Bela da Santíssima Trindade e países vizinhos da América do Sul.
Ao falar sobre o cenário político estadual, o senador minimizou especulações envolvendo prefeitos do PL e possíveis aproximações com o grupo do governador Otaviano Pivetta. Wellington afirmou que mantém diálogo institucional com gestores municipais e disse esperar que não exista “chantagem” política na liberação de recursos estaduais.
Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso em 2026, Wellington Fagundes também afirmou que pretende construir um projeto de gestão “humano e municipalista”. O senador citou investimentos em saúde, habitação, universidades e infraestrutura regional, além de defender maior presença do Estado no interior. “Eu quero ser um governador humano, municipalista, para trabalhar em parceria com todos os municípios. O Araguaia tem que ter secretário aqui, o Nortão tem que ter secretário aqui, a região Oeste também. Quero um governo descentralizado e presente em todas as regiões de Mato Grosso”, concluiu.














