O interesse pelo turismo de natureza impulsionou em 215% a visitação ao Parque Nacional de Chapada dos Guimarães nos últimos cinco anos, mas a concessão dos serviços turísticos ainda não entrou em operação. A gestão foi concedida à Parques Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura (Parquetur), após leilão realizado na B3 em 2022, porém depende de condições estruturais para começar.
O contrato, com duração de 30 anos e investimentos estimados em R$ 18 milhões, prevê melhorias na infraestrutura e na experiência dos visitantes. Segundo o CEO da concessionária, Pedro Cleto Carvalhaes, o início das atividades está condicionado à garantia de acesso seguro e contínuo ao parque pela rodovia MT-251.
“Existe acesso ao parque, mas ainda não nas condições necessárias para uma operação estruturada”, afirmou. De acordo com ele, a empresa cumpre as exigências contratuais e trabalha em conjunto com o poder público para viabilizar o início das operações, mesmo diante das limitações atuais.
Enquanto isso, o principal impacto recai sobre os turistas, que ainda não contam com melhorias previstas, como organização da visitação e qualificação dos serviços. A concessionária reforça que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade segue responsável pela preservação ambiental, enquanto a empresa atuará no uso público.
Desde o leilão, o parque registrou aumento de 38,35% no fluxo de visitantes, passando de 58.295 em 2020 para 183.675 em 2025, apesar de uma queda em 2024. A expectativa é que, com o início da concessão, as mudanças sejam implementadas de forma gradual.

















