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SOBRETUDO – Entre rupturas, alianças e reposicionamentos, Santa Catarina entra na fase mais crua da política

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A saída de Topázio, o movimento de Paulinho Bornhausen, a articulação de João Rodrigues fora do PSD e o reposicionamento de Esperidião Amin mostram que o jogo deixou de ser interno e passou a ser de poder aberto.

A ruptura que expôs o método

A desfiliação de Topázio Neto não foi apenas mais uma troca de partido.

Foi uma ruptura com exposição.

A carta não só justificou a saída — ela revelou o que normalmente fica nos bastidores: pressão, disputa de comando e ausência de tolerância à divergência.

Com isso, o PSD resolveu seu principal conflito interno.

Mas pagou um preço alto: perdeu o prefeito da capital e um dos seus quadros mais promissores.

O movimento deixa de ser crise e vira padrão

A saída de Paulinho Bornhausen muda a leitura do cenário.

Deixa de ser um episódio isolado e passa a indicar um reposicionamento político organizado fora do PSD.

Não há dispersão. Há convergência.

Topázio, Paulinho e outros nomes passam a se alinhar ao governo, formando um novo eixo político — não mais dentro de um partido, mas entre lideranças.

O PSD ganha controle — e perde amplitude

Com essas saídas, o partido se torna mais homogêneo.

João Rodrigues passa a ter controle interno praticamente consolidado.

Mas isso vem com um efeito colateral claro: menos diversidade, menos capilaridade e menos capacidade de articulação ampla.

O PSD resolve seu problema interno.

Mas pode ter criado um problema eleitoral.

João muda o jogo ao sair do partido — sem sair do partido

A participação de João Rodrigues em evento com União Brasil e Progressistas mostra uma mudança de estratégia.

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Ele deixa de depender exclusivamente do PSD e passa a construir uma coalizão externa.

Isso é um movimento decisivo.

Porque permite contornar a crise interna e, ao mesmo tempo, estruturar uma candidatura viável fora da lógica partidária tradicional.

A aliança começa a ganhar corpo

O encontro com lideranças como Esperidião Amin, Fábio Schiochet e Gean Loureiro não foi simbólico.

Foi teste de viabilidade.

E já aponta para um desenho possível: PSD + União + PP + MDB

Se essa composição avançar, o cenário muda.

O governo deixa de enfrentar adversários isolados e passa a enfrentar um bloco político estruturado.

Amin muda de posição — e assume risco calculado

Nesse novo arranjo, Esperidião Amin deixa de ser um candidato isolado e passa a atuar como articulador de uma frente mais ampla.

Mas isso exige um reposicionamento.

Seus movimentos recentes indicam afastamento progressivo do campo bolsonarista — não declarado, mas perceptível.

A lógica é eleitoral.

Sem espaço no desenho principal do PL, Amin busca viabilidade em outro campo.

O problema não é força. É articulação

Amin continua sendo um nome forte.

Mas força individual não garante eleição.

O que começa a ser questionado, inclusive nos bastidores, é sua capacidade de articulação:
• construir alianças
• manter base política
• e sustentar um projeto coletivo

E, nesse cenário, isso passa a ser decisivo.

O risco de ampliar demais e perder identidade

Ao se aproximar de novos atores — incluindo nomes fora do seu campo tradicional — Amin amplia seu espaço político.

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Mas assume um risco evidente: perder identidade junto a um eleitorado fiel.

E eleição majoritária cobra exatamente isso: clareza de posicionamento.

O governo cresce ocupando espaço adversário

Enquanto a oposição se reorganiza, o governador Jorginho Mello avança.

Não apenas consolidando sua base.

Mas absorvendo lideranças que antes estavam em outro campo.

Topázio e Paulinho são exemplos claros.

O governo cresce sem confronto direto.

Cresce por ocupação.

O centro político começa a desaparecer

Talvez esse seja o movimento mais importante — e menos percebido.

O espaço intermediário começa a se reduzir.

Os atores deixam de operar em zona de conforto e passam a se posicionar: ou com o governo ou contra ele. Isso torna o jogo mais direto, e mais duro.

PONTO DE VISTA

Santa Catarina entrou em uma nova fase política.

Não é mais sobre quem será candidato.

É sobre quem consegue montar um campo competitivo.

O PSD escolheu controle interno. Mas pode ter perdido amplitude.

João Rodrigues entendeu que precisa de aliança para ser viável. E começou a construir fora do partido.

Esperidião Amin percebeu que o espaço que ocupava não está mais garantido.
E decidiu reposicionar seu jogo.

Na política, quem perde o ambiente não desaparece. Mas deixa de comandar.

E passa a disputar dentro de um jogo que já não controla. Vira uma “Rainha da Inglaterra”. Tem um reino, mas não tem súditos.

Enquanto isso, o governo não apenas se mantém forte. Ele avança ocupando o espaço deixado pelos outros.

É exatamente esse ponto que Santa Catarina começa a atravessar agora.

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