MATO GROSSO

OPERAÇÃO FAKE NEWS

Sinpef processará ex-secretário de Várzea Grande por acusação falsa e exposição de equipe policial

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O Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso (Sinpef) anunciou que processará o ex-secretário de Várzea Grande, bispo Gustavo Duarte, por exposição de equipe policial sem consentimento e por acusações falsas após um incidente ocorrido na sexta-feira (14). O ex-gestor foi alvo da Operação Fake News, que cumpria um mandado de busca e apreensão em sua residência, mas acabou preso por desacato.

Durante a operação, o bispo foi filmado gritando e apontando o dedo para a delegada e os investigadores que realizavam a medida judicial. Ele ainda tentou intimidar os agentes dizendo ser “estudante de direito”, enquanto fazia declarações de que era “bispo, patriota e trabalhador”, questionando a presença policial em sua casa, onde afirmou que só havia “bíblia, bandeira do Brasil e de Israel”. A filmagem, divulgada pela esposa do investigado, viralizou nas redes sociais devido ao descontrole de Duarte.

Após o incidente, o Sinpef emitiu uma nota de solidariedade à equipe policial e agora confirma que tomará medidas legais contra o ex-secretário. A nota destaca que as ações da Polícia Federal não são influenciadas por raça, etnia, ideologia política ou convicção religiosa dos investigados, mas sim pelas condutas delituosas desses indivíduos. O sindicato afirma que, ao praticarem condutas criminosas, as pessoas colocam-se em posição de investigados e estão sujeitas a medidas legais, como a busca e apreensão.

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Horas após ser preso, o bispo foi liberado e, em sua defesa, afirmou que a operação foi uma perseguição política. Ele informou que sua assessoria jurídica está analisando as medidas judiciais necessárias para reparar sua imagem, mencionando a intenção de acionar judicialmente aqueles responsáveis pela busca em sua residência.

A Operação Fake News, conduzida pela Polícia Federal, tem como foco combater crimes eleitorais e ataques à honra do governador Mauro Mendes durante as eleições de 2022. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e investiga um grupo de pessoas envolvidas na disseminação de informações falsas com a intenção de influenciar o pleito eleitoral.

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