André Fernandes Ferreira, secretário-adjunto de Administração Penitenciária, deixará o cargo no próximo dia 30 de abril, após apenas quatro meses na função. Segundo fontes próximas ao governo, a saída está relacionada a desgastes com o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, titular da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), que teria exercido interferência excessiva em sua gestão.
Criada em dezembro de 2024 para combater o crime organizado nas prisões, a Sejus enfrenta desafios persistentes, como a circulação de celulares e drogas dentro das unidades penitenciárias. A permanência dessas falhas teria contribuído para a insatisfação de Ferreira, que não viu avanços significativos no setor durante sua gestão.
A saída do secretário-adjunto expõe tensões internas na pasta e levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas adotadas pelo governo para conter a criminalidade no sistema prisional. A Sejus ainda não se pronunciou oficialmente sobre o motivo da demissão ou sobre quem assumirá o cargo.
A situação reforça os desafios na gestão penitenciária do estado, que busca equilibrar segurança e controle em meio a denúncias de corrupção e falhas operacionais. A expectativa agora é que a secretaria defina uma nova estratégia para conter as irregularidades nas unidades prisionais.





























