MATO GROSSO

"FORA DA DISPUTA"

Rogério Dakar descarta candidatura e diz que foco é recuperar o DAE em VG

Foto: Rafael Marques / RDM online

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Em meio a um cenário político marcado por pressões e cobranças, o novo presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, vereador licenciado Rogério Dakar (PSDB), assumiu o cargo já impondo um recado claro: sua prioridade será a gestão, não as urnas. Em entrevista ao RDM Online, ele descartou qualquer pretensão de candidatura neste ano e afirmou que o foco está totalmente voltado para enfrentar a crise histórica no abastecimento de água do município.

 

A nomeação de Dakar não ocorreu por acaso. Nos bastidores, a escolha é vista como um movimento estratégico da prefeita Flávia Moretti para reorganizar a base política e, principalmente, melhorar a interlocução com a Câmara Municipal. O novo presidente do DAE chega após a saída de Zilmar Dias da Silva, que enfrentava forte desgaste em meio a críticas constantes à condução da autarquia.

 

Com trânsito consolidado no Legislativo, onde cumpre seu terceiro mandato, Dakar surge como uma peça-chave nesse xadrez político. A expectativa é que sua presença no comando do DAE ajude a reduzir tensões, destravar pautas e criar um ambiente mais favorável para a aprovação de medidas consideradas essenciais para a gestão municipal.

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Ao ser questionado sobre uma possível candidatura nas eleições de 2026, ele foi enfático ao afastar qualquer especulação.

 

“Não, a nossa pretensão é trabalhar muito para melhorar a situação do DAE e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, afirmou, deixando claro que, ao menos neste momento, não pretende disputar espaço nas eleições.

 

Apesar disso, o próprio Dakar reconhece que sua atuação não será apenas técnica. A articulação política faz parte do pacote.

 

“Estamos no terceiro mandato enquanto vereador, então temos um bom trato com todos os companheiros dentro da Câmara Municipal e sabemos da importância dessa interlocução”, disse, sinalizando que pretende usar sua experiência política como ferramenta de gestão.

 

Na prática, a missão é dupla de enfrentar um dos setores mais problemáticos da administração pública e, ao mesmo tempo, servir como ponte entre Executivo e Legislativo. Em um cenário onde a crise da água se tornou um dos principais termômetros da gestão municipal, qualquer avanço dependerá tanto de decisões técnicas quanto de alinhamento político.

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Ao optar por abrir mão da disputa eleitoral neste momento, Rogério Dakar tenta consolidar sua imagem como gestor em meio a uma área sensível e de alta cobrança popular. A estratégia pode fortalecer seu capital político no médio prazo, ao mesmo tempo em que dá fôlego à gestão de Flávia Moretti em um dos setores mais críticos de sua administração.

 

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