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Réu por chacina de Sorriso esteve em delegacia antes do crime e não foi preso, diz advogado da família

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Documentos divulgados nesta quarta-feira (18) pelo advogado Conrado Pavelski Neto indicam que Gilberto Rodrigues dos Anjos, réu pela chacina que vitimou quatro mulheres da mesma família em Sorriso (MT), esteve em uma delegacia poucos meses antes do crime e, mesmo com mandados de prisão em aberto, não foi detido.

Entre os registros expostos estão dois documentos com assinatura de Gilberto: um datado de 19 de setembro de 2023, com timbre da Polícia Civil de Sorriso e assinatura também de um investigador; e outro assinado dentro da Penitenciária Central do Estado, em 13 de junho deste ano, confirmando presença no júri marcado para 7 de agosto de 2025. Para o advogado, as assinaturas comprovam que o acusado passou por um órgão oficial meses antes da chacina e poderia ter sido capturado.

“Uma pessoa foragida, com dois mandados de prisão em aberto, esteve dentro de um órgão público e não foi presa. O Estado teve a pessoa em suas mãos”, afirmou Conrado, que representa Regivaldo Cardoso, viúvo e pai das vítimas. Segundo ele, o documento foi entregue por uma testemunha que o encontrou em uma obra onde Gilberto trabalhava, ao lado da casa da família assassinada.

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Conrado também questiona por que o material não foi incluído no processo cível, que foi extinto sem produção de provas. Sem citar nomes, criticou a condução do caso pelo juiz Anderson Candiotto, da 4ª Vara Cível de Sorriso, afastado recentemente por suspeita de favorecimento e enriquecimento ilícito. A Polícia Civil foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre o caso.

 

Assista entrevista com a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti:

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