O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), em entrevista na manhã desta quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa, apontou uma possível formação de federação entre os partidos Republicanos e MDB para as próximas eleições. Contudo, o parlamentar afirmou que haverá uma reunião entre as direções nacionais das duas siglas, marcada para quinta-feira (22) em Brasília, com o objetivo de definir essa possível união.
“Com relação ao Republicanos e ao MDB, sei que há uma conversa que será definida em âmbito nacional. Nosso secretário-geral do partido está em Brasília. Amanhã, teremos uma reunião para tratar desse assunto e firmar um posicionamento local. Na disputa local, acredito que não muda muita coisa. Apesar de algumas divergências pontuais, nos municípios não haveria dificuldade para que os dois partidos caminhem juntos”, afirmou Guimarães.
Guimarães afirma que a conjuntura de federações e fusões partidárias tende a se tornar cada vez mais comum no Brasil, sendo opções mais aceitáveis entre as legendas. Para ele, essa é uma forma de reduzir o número excessivo de partidos no país, o que contribui para a diminuição de gastos públicos e proporciona maior clareza ao eleitor no momento da escolha durante as disputas eleitorais.
Para as eleições de 2026, o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) se coloca como pré-candidato ao governo do Estado. Pelo MDB, a deputada estadual Janaína Riva também se posiciona como pré-candidata à vaga no Senado Federal. Diante desse cenário, o deputado Diego Guimarães afirma que não haverá conflito entre as candidaturas de ambos em 2026, mesmo com a possível formação de uma federação entre os partidos.
“Pivetta é candidato ao governo; Janaína, ao Senado. Onde está o conflito? Não há conflito. Isso é fácil de aglutinar. O eleitor vai se identificar, obviamente. O posicionamento da Janaína enquanto deputada é ela quem vai ter que responder com seu eleitorado e com seu grupo político sobre isso. Mas acredito que nada impede essa união”, pontuou.
Por outro lado, o deputado pontua que os filiados ao partido que não concordarem com a união entre as duas legendas estarão livres para se desligar da sigla.
“Obviamente, quem não concordar está à vontade para deixar o partido; é uma decisão que cada um terá que tomar”, finaliza.





































