Durante reunião da Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem realizada nesta quinta-feira (9), em Mato Grosso, profissionais da saúde de diversas regiões do estado denunciaram atrasos salariais, vínculos precários e o não cumprimento de direitos básicos da categoria. O encontro contou com a participação de representantes municipais, conselhos profissionais e parlamentares que discutiram propostas para enfrentar os problemas apontados.
Entre as principais reivindicações estão o pagamento correto do adicional de insalubridade — calculado sobre o salário-base, e não sobre o mínimo —, a regulamentação da jornada de 30 horas semanais e o repasse integral e regular do piso salarial nacional. Também houve apelos por medidas contra a precarização do trabalho terceirizado e a criação de uma aposentadoria especial para a categoria.
“Enquanto não houver uma lei, um documento, algo que penalize ou dê prazo para que os municípios façam essa reestruturação, acredito que não teremos uma solução rápida”, afirmou Geslaine Junqueira, enfermeira e vereadora de Nova Nazaré. Já Sarah Botelho, vereadora de Tangará da Serra, destacou atrasos salariais que chegam a quatro meses para contratados por empresas terceirizadas.
A presidente da CST, Merielly Nantes, afirmou que todas as demandas estão sendo registradas e resultarão em propostas concretas. Uma delas, já apresentada pelo deputado Max Russi (PSB), propõe a criação de um plano estadual de prevenção à violência contra profissionais da saúde, com medidas como licença especial, apoio psicológico e reforço na segurança das unidades. “Reafirmamos nosso compromisso com a construção de políticas públicas que realmente impactem a vida dos profissionais da enfermagem”, disse Nantes.





























