O mandato do prefeito de Jauru (à 405 km de Cuiabá), Valdeci José de Souza (União), conhecido como Passarinho, estava sob intensa expectativa até a decisão da Justiça Eleitoral, que manteve o gestor e também a vice-prefeita Enércia Monteiro (PSB) em seus cargos. A sentença do TRE-MT encerra a ação movida pela coligação “Por um Jauru Melhor”, que buscava questionar as eleições de 2024 sob suspeita de irregularidades.
A acusação apontava que os dois políticos teriam se beneficiado de compra de votos e uso indevido de recursos ou influência política durante a campanha, levantando a possibilidade de anulação da eleição e inelegibilidade. Relatos de eleitores que teriam recebido dinheiro em troca de apoio eleitoral deram peso à investigação.
Nos autos, uma testemunha chamou atenção ao afirmar que recebeu R$ 500 da vice-prefeita na própria residência. O dinheiro teria ligação com a campanha, e a eleitora foi abordada pelas autoridades ainda com o valor e material de propaganda eleitoral em mãos.
Porém, ao longo do processo, a mesma testemunha apresentou versões contraditórias, alternando entre alegar que o pagamento se referia a trabalhos na campanha e afirmar que seria uma troca por apoio eleitoral. Essas inconsistências foram decisivas na avaliação do tribunal.
O Tribunal Regional Eleitoral considerou que o conjunto probatório não demonstrou intenção clara de influenciar o eleitorado, requisito fundamental para caracterizar crime eleitoral. Além disso, os embargos apresentados não poderiam reabrir a análise das provas, servindo apenas para esclarecer eventuais omissões ou contradições da decisão anterior.
Com isso, o mandato de Passarinho e de Enércia segue firme, encerrando mais uma polêmica judicial em Jauru. O caso evidencia a complexidade das denúncias eleitorais e reforça a importância de provas consistentes para sustentar acusações de compra de votos, mantendo a cidade atenta aos desdobramentos políticos.























