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OPORTUNIDADE E TRANSFORMAÇÃO

Parceria entre Energisa e SENAI muda a rotina de jovens PCDs e amplia acesso ao emprego

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Mais do que números ou anúncios institucionais, a iniciativa da Energisa em parceria com o SENAI tem impactado vidas de forma concreta. Para quem participa, o projeto representa a chance real de voltar ao mercado de trabalho e reconstruir a própria história profissional — algo que, para muitos, parecia distante.

É o caso de Fernanda Loydi. Há seis anos, após perder parte da visão, ela passou a conviver com a insegurança de quem não sabe se ainda terá espaço no mercado. A oportunidade surgiu quando soube da formação de uma turma exclusiva para Pessoas com Deficiência. Inscreveu-se, foi selecionada e hoje voltou a atuar na área em que se formou. “O mais importante foi perceber que o ambiente estava preparado para receber pessoas como eu. Isso muda tudo”, conta.

O projeto já está na terceira edição e reúne pessoas com diferentes tipos de deficiência em um processo de formação que mistura teoria e prática. São 18 meses de contrato: metade dedicada à capacitação no SENAI e o restante ao trabalho dentro da própria Energisa. Ao todo, 72 alunos já passaram pela iniciativa, todos com bolsa de aprendizagem durante o período.

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Apesar de a legislação garantir vagas para PCDs há mais de três décadas, a realidade mostra que muitas delas ficam ociosas por falta de qualificação. A proposta do programa é justamente enfrentar esse problema. Para o SENAI, inclusão só acontece de fato quando há formação e condições reais de permanência no emprego.

A presença dos alunos também provoca mudanças internas. Funcionários da Energisa participam de atividades que simulam limitações físicas e sensoriais, além de aulas de Libras e debates sobre acessibilidade. O contato diário, segundo relatos, ajuda a quebrar preconceitos e a criar um ambiente mais respeitoso e colaborativo.

Enquanto a nova turma segue em fase de capacitação, a expectativa entre os participantes cresce. Para a aluna Nagila Vieira Benvindo, a experiência vai além de um curso. “É uma oportunidade de mostrar que a deficiência não define o que a pessoa pode ou não fazer. O que faz diferença é ter chance”, afirma.

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