A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Ren-A-Business para desarticular um esquema de fraudes envolvendo mais de 100 empresas de fachada utilizadas para sonegar tributos na compra e venda de grãos, especialmente soja e milho. As fraudes ocorreram entre 2016 e 2021 e causaram prejuízos superiores a R$ 100 milhões ao Estado.
De acordo com o delegado Walter de Melo Fonseca Júnior, o grupo criminoso emitia notas fiscais frias para ocultar a identidade de verdadeiros produtores e fornecedores, fraudando tributos como o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), Imposto de Renda, Funrural e royalties.
“As notas fiscais eram emitidas por empresas fantasmas, que posteriormente tinham a inscrição suspensa, o que impossibilitava a cobrança dos tributos sonegados”, explicou o delegado José Ricardo Garcia Bruno.
A Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) já lavrou cerca de R$ 100 milhões em créditos tributários, sendo R$ 50 milhões referentes a impostos sonegados e os outros R$ 50 milhões em penalidades aplicadas.
As investigações indicam que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões em negócios fraudulentos com o uso de notas fiscais falsas. “Pode-se dizer que houve sonegação em todo esse volume”, afirmou José Ricardo.
A operação cumpre mandados de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Cláudia, Sinop, Novo Progresso (PA) e Itapema (SC). Os nomes dos alvos ainda não foram divulgados oficialmente.
As ordens judiciais foram expedidas pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), com base em investigações da Delegacia Fazendária e da Sefaz-MT, em conjunto com a 14ª Promotoria da Ordem Tributária. Os crimes investigados são associação criminosa, falsidade documental e crimes contra a ordem tributária.




































