MATO GROSSO

Nas mãos de Alexandre de Moraes

“O povo já disse não ao IOF e o governo Lula é que não quer ouvir”, dispara Wellington Fagundes

Fagundes, que votou para derrubar o decreto do presidente Lula que aumentava o IOF, classificou a investida judicial como “a prova definitiva de que o governo perdeu o rumo”. (Foto: Maria Eduarda Ferreira / Assessoria)

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Para o líder do bloco “vanguarda”, de oposição ao governo do presidente Lula, o senador liberal mato-grossense à decisão da AGU de judicializar a matéria trata-se de uma “manobra para ignorar a vontade popular expressa por meio da decisão do parlamento”.

 

Por Humberto Azevedo

 

O líder do bloco “vanguarda” no Senado Federal, que reúne os senadores do PL, PP e Republicanos, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou duramente a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) por decreto, após ter sido derrotado no Congresso Nacional.

 

De acordo com o senador mato-grossense, pré-candidato ao governo estadual em 2026, a decisão da Advocacia-Geral da União (AGU) ter apresentado uma ação de inconstitucionalidade à Suprema Corte, trata-se de uma “manobra para ignorar a vontade popular expressa por meio da decisão do parlamento, que derrubou o aumento com ampla maioria”. A ação impetrada pelo governo federal terá como relator o ministro Alexandre de Moraes, que já analisa outros pontos referentes ao referido imposto.

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O senador do PL lembrou que o aumento do IOF, incide sobre operações de crédito, atinge diretamente o bolso da população, sobretudo de quem mais precisa parcelar compras, recorrer a empréstimos ou usar o cheque especial. A tentativa de disfarçar o aumento como uma medida “para os ricos”, segundo ele, não se sustenta.

 

“O Congresso já disse não. O povo já disse não. Só o governo Lula é que insiste em não ouvir. E agora quer jogar no colo do STF a responsabilidade de passar por cima de uma decisão legítima, tomada pela Casa do povo. Isso não é democracia. É desespero de quem perdeu e não aceita o jogo institucional”, disparou o bolsonarista mato-grossense.

 

“Disseram que era pra atingir os ‘da cobertura’. Mas na prática, estão tentando taxar todo mundo — da garagem à cozinha. O povo brasileiro está cansado de pagar a conta da má gestão. E o governo quer resolver o rombo fiscal aumentando imposto, em vez de cortar desperdício e rever seus próprios privilégios”, complementou o líder do bloco oposicionista no Senado.

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DEFESA DO CONGRESSO

 

O senador defendeu que a reação do Parlamento foi legítima e necessária, e que a judicialização do tema abre um grave precedente institucional.

 

“Se precisa recorrer ao Supremo para tentar enfiar goela abaixo uma medida que o povo rejeita e que o Congresso já derrubou, é porque esse governo já era. Perdeu a confiança da sociedade, perdeu a sintonia com a realidade e agora quer governar por decreto, liminar e narrativa”, completou.

 

“Se o Executivo pode tudo e o Congresso não pode mais barrar decreto abusivo, então é melhor rasgar a Constituição. O que está em jogo aqui é muito mais do que o IOF. É o equilíbrio entre os Poderes. E disso nós não abriremos mão”, finalizou Fagundes.

 

Com informações de assessoria.

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