Para o líder do bloco “vanguarda”, de oposição ao governo do presidente Lula, o senador liberal mato-grossense à decisão da AGU de judicializar a matéria trata-se de uma “manobra para ignorar a vontade popular expressa por meio da decisão do parlamento”.
Por Humberto Azevedo
O líder do bloco “vanguarda” no Senado Federal, que reúne os senadores do PL, PP e Republicanos, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou duramente a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) por decreto, após ter sido derrotado no Congresso Nacional.
De acordo com o senador mato-grossense, pré-candidato ao governo estadual em 2026, a decisão da Advocacia-Geral da União (AGU) ter apresentado uma ação de inconstitucionalidade à Suprema Corte, trata-se de uma “manobra para ignorar a vontade popular expressa por meio da decisão do parlamento, que derrubou o aumento com ampla maioria”. A ação impetrada pelo governo federal terá como relator o ministro Alexandre de Moraes, que já analisa outros pontos referentes ao referido imposto.
O senador do PL lembrou que o aumento do IOF, incide sobre operações de crédito, atinge diretamente o bolso da população, sobretudo de quem mais precisa parcelar compras, recorrer a empréstimos ou usar o cheque especial. A tentativa de disfarçar o aumento como uma medida “para os ricos”, segundo ele, não se sustenta.
“O Congresso já disse não. O povo já disse não. Só o governo Lula é que insiste em não ouvir. E agora quer jogar no colo do STF a responsabilidade de passar por cima de uma decisão legítima, tomada pela Casa do povo. Isso não é democracia. É desespero de quem perdeu e não aceita o jogo institucional”, disparou o bolsonarista mato-grossense.
“Disseram que era pra atingir os ‘da cobertura’. Mas na prática, estão tentando taxar todo mundo — da garagem à cozinha. O povo brasileiro está cansado de pagar a conta da má gestão. E o governo quer resolver o rombo fiscal aumentando imposto, em vez de cortar desperdício e rever seus próprios privilégios”, complementou o líder do bloco oposicionista no Senado.
DEFESA DO CONGRESSO
O senador defendeu que a reação do Parlamento foi legítima e necessária, e que a judicialização do tema abre um grave precedente institucional.
“Se precisa recorrer ao Supremo para tentar enfiar goela abaixo uma medida que o povo rejeita e que o Congresso já derrubou, é porque esse governo já era. Perdeu a confiança da sociedade, perdeu a sintonia com a realidade e agora quer governar por decreto, liminar e narrativa”, completou.
“Se o Executivo pode tudo e o Congresso não pode mais barrar decreto abusivo, então é melhor rasgar a Constituição. O que está em jogo aqui é muito mais do que o IOF. É o equilíbrio entre os Poderes. E disso nós não abriremos mão”, finalizou Fagundes.
Com informações de assessoria.






























