MATO GROSSO

"DA ESQUERDA OU DIREITA?!"

Natasha diz que extremismo não resolve problemas, mas assume proximidade com Lula e identificação com esquerda

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A pré-candidata ao governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), voltou ao centro do debate político ao comentar o cenário eleitoral e reforçar sua posição no espectro ideológico. Em entrevista nesta segunda-feira (23) ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, a médica criticou o clima de polarização política no país, mas ao mesmo tempo destacou alinhamento com as políticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declaração que reacendeu discussões nos bastidores da política estadual.

Durante a entrevista, Natasha afirmou que o extremismo político não resolve os principais problemas da população e defendeu uma avaliação prática das gestões públicas. Segundo ela, o eleitor precisa comparar resultados concretos e analisar se houve melhora real na qualidade de vida nos últimos anos. Apesar das críticas ao ambiente polarizado, a pré-candidata fez questão de frisar que está alinhada às políticas do governo federal.

“Extremismo político não bota comida na mesa, não faz uma educação de qualidade, não traz áreas mais seguras para nós mulheres aqui no Estado. Mas é importante que se diga que a doutora Natasha está alinhada às políticas públicas do governo federal, do governo Lula”, declarou.

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A declaração, no entanto, repercutiu nos bastidores da política e passou a ser alvo de questionamentos entre analistas e lideranças. Nos corredores do meio político, a avaliação é de que o discurso pode gerar ruído na interpretação do eleitorado.

Um analista político ouvido pela reportagem do RDM, sob condição de anonimato, afirmou que a fala pode soar contraditória. Segundo ele, ao mesmo tempo em que a pré-candidata critica a polarização do cenário nacional, também sinaliza aproximação com um dos polos do debate político, o que pode dificultar a comunicação com parte dos eleitores que rejeitam esse embate.

Para o especialista, essa posição ambígua pode exigir uma definição mais clara de campo político. “Quando o candidato critica a polarização, mas se posiciona ao lado de um dos principais atores desse cenário, acaba transmitindo uma mensagem confusa. Em política, coerência de discurso é fundamental”, avaliou.

Natasha também criticou a situação da segurança pública no estado e citou dados sobre violência contra mulheres em Mato Grosso. Segundo ela, o estado já liderou o ranking nacional de feminicídios e atualmente ocupa a terceira posição, cenário que classificou como alarmante e que exige ações mais firmes do poder público.

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“Fomos campeões de feminicídio e agora ficamos em terceiro lugar em 2025. São marcas que nenhum cidadão deveria bater no peito para comemorar. São duas medalhas de ouro e uma medalha de prata negativas, uma situação realmente vergonhosa”, afirmou.

Para enfrentar o problema, a pré-candidata defendeu o reforço no efetivo policial e a ampliação de delegacias especializadas da mulher, além de mudanças nas prioridades orçamentárias do Estado. Segundo ela, Mato Grosso possui capacidade financeira para investir mais em segurança pública, desde que o governo priorize áreas consideradas essenciais.

Como pano de fundo desse cenário, analistas também avaliam que a pré-candidata Natacha deve enfrentar obstáculos adicionais ao longo da disputa eleitoral. Isso porque, de acordo com as pesquisas mais recentes de intenção de voto, candidaturas associadas ao campo da esquerda têm registrado desempenho abaixo dos principais concorrentes, refletindo um momento de menor força eleitoral desse espectro político. Nesse contexto, especialistas apontam que a campanha precisará encontrar estratégias para ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado e tentar reverter a tendência observada nos levantamentos.

 

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