MATO GROSSO

“Não foi facção, foi influência da internet”, diz Roveri sobre grupo de alunas

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O episódio de agressão dentro de uma escola estadual em Alto Araguaia, Mato Grosso, levou à rápida atuação de diferentes esferas do poder público, com a internação das adolescentes envolvidas após o caso ser enquadrado como tortura. Para o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel César Roveri, a brutalidade do ocorrido teve somente a influência do uso distorcido da internet. Em entrevista nesta quarta-feira (6), ele afirmou que a violência registrada na escola foi motivada exclusivamente pelas influências negativas propagadas nas redes sociais.

“A partir do momento em que fomos comunicados pelo secretário Alan Porto, informamos o governador Mauro Mendes, que determinou resposta rápida e firme”, relatou Roveri. O delegado de Alto Araguaia, Marcos, e o promotor Frederico atuaram imediatamente no caso, com pedido de internação aprovado pela Justiça em menos de 12 horas. “Elas criaram um grupo para fazer essas ações violentas, mas sem relação com organizações criminosas”, afirmou.

As adolescentes envolvidas estão internadas em unidade socioeducativa, onde devem receber acompanhamento psicossocial e pedagógico. A vítima da agressão, segundo o secretário, está sendo amparada pela escola, pela Secretaria de Educação e também por sua família. “A comunidade escolar está mobilizada”, garantiu.

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Contudo, o secretário alertou que o crime organizado é, sim, uma preocupação constante. “Criamos o Disque Extorsão 181, já recebemos mais de mil denúncias, todas apuradas. Mato Grosso tem feito enfrentamento direto às facções e temos resultados positivos desde o início do programa Tolerância Zero, em 2025”, pontuou.

 

Mais adolescentes podem estar envolvidas

A investigação continua em andamento para apurar se há mais envolvidos ou vítimas dentro da escola. Estima-se que o grupo criado pelas agressoras teria até 20 participantes. “O Ministério Público e a Polícia Civil estão acompanhando de perto para dar mais respostas à sociedade”, reforçou o secretário.

Por fim, Roveri destacou que o Estado seguirá firme na repressão a crimes dentro de instituições públicas, sejam praticados por alunos, servidores ou qualquer outro envolvido. “Não existe crime sem investigação e punição no nosso Estado”, concluiu.

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