Reunião do Grupo de Trabalho de biotecnologia discutiu caminhos de cooperação entre os dois países.
Por Humberto Azevedo
Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Brasil, e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA) estiveram reunidos nesta última terça-feira, 13 de maio, para reunião do Grupo de Trabalho (GT) de biotecnologia para discutir caminhos de cooperação entre os dois países.
A pauta da reunião incluiu temas como avaliação de biossegurança, regulamentação de organismos geneticamente modificados e uso da biotecnologia para ampliar a sustentabilidade e a segurança alimentar.
O encontro foi liderado pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, acompanhado do vice-presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Mário Murakami, e de diversos integrantes das equipes técnicas. Durante a reunião, o secretário Goulart destacou a importância da parceria estratégica entre Brasil e China na área de biossegurança.

“A agricultura brasileira é bastante diversa. Prospectar e identificar oportunidades por meio do diálogo técnico e regulatório é essencial para ampliar a cooperação entre Brasil e China, assim como a resiliência da agricultura brasileira”, comentou o secretário brasileiro de Defesa Agropecuária.
O representante do governo chinês também ressaltou a relevância do Brasil como parceiro comercial estratégico, especialmente no fornecimento de grãos como soja e milho. “Com o esforço conjunto dos dois governos, temos garantido um comércio fluido e estável de produtos transgênicos. Queremos aproveitar essa reunião para aprofundar o intercâmbio técnico e o conhecimento mútuo”, disse.
O vice-presidente da CTNBio, Mário Murakami, reforçou o papel da comissão brasileira como referência internacional. Segundo ele, o Brasil conta com 24 normas vigentes que regem a biossegurança de vegetais, animais, microrganismo e questões relacionadas à saúde humana.

“A proposta é construir uma relação de benefício mútuo, a partir de um processo gradual de aproximação técnica entre as comissões. À convergência regulatória entre os países pode fortalecer a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a competitividade econômica, além de favorecer a transferência de tecnologias”, explicou Murakami.
Com informações de assessoria.




















