MATO GROSSO

CONTORNO LESTE

Mauro rebate Abilio e afirma: “Estado nunca fechou os olhos para invasões”

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O governador Mauro Mendes (União Brasil) reagiu de imediato às acusações do prefeito Abilio Brunini (PL) na noite desta terça-feira (2), em entrevista à imprensa e responsabilizou o Estado e a antiga gestão de Emanuel Pinheiro (PSD) pela invasão no Contorno Leste. Sem rodeios, Mendes afirmou que a fala do prefeito distorce os fatos e reforçou que a Polícia Militar atuou sempre que foi acionada dentro do prazo legal.

 

Durante fala na Câmara Municipal, Abilio apontou que a ocupação teria começado em 2023, quando Mauro e Emanuel ainda estavam no comando, insinuando omissão do governo estadual. A acusação caiu como uma bomba no Palácio Paiaguás.

 

Enfático, o governador rebateu a narrativa do prefeito e defendeu a atuação das forças de segurança.

Segundo Mauro, a Polícia Militar não só agiu, como continua agindo dentro dos limites legais.

 

“A Polícia Militar não foi omissa, ela não é omissa. A PM é extremamente dirigente e cumpre a lei. Se ela for acionada dentro das primeiras 24 horas de qualquer invasão, pode ter certeza de que estará lá para proteger, como tem protegido”, disparou.

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Mendes reforçou ainda que o governo atuou em todas as situações em que foi oficialmente acionado.

“De todas as 60 invasões que ocorreram em Mato Grosso, sempre que fomos comunicados nos prazos legais, a PM e a Polícia Civil estiveram presentes, trabalhando lado a lado para resguardar o patrimônio e os direitos das pessoas”, completou.

 

A troca de acusações expõe mais um capítulo da escalada de tensão entre governador e prefeito — um embate que promete se intensificar conforme novas disputas políticas se aproximam.

 

Com a troca de críticas já exposta, o foco agora se volta para os próximos passos e se o Governo deve apresentar novos relatórios sobre as ações da PM na área, enquanto a Prefeitura promete intensificar fiscalizações para evitar novas ocupações. Nos bastidores, ambos os lados sabem que o impasse não pode se arrastar — e que qualquer movimento daqui para frente terá peso direto no debate eleitoral e na responsabilização efetiva pelo futuro do Contorno Leste.

 

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