Em meio a uma intensa movimentação nos bastidores políticos, o governador Mauro Mendes, presidente do União Brasil, fez declarações que acenderam o alerta sobre uma possível disputa interna pela formação de chapas eleitorais.
O cenário, descrito por ele como uma verdadeira “dança das cadeiras”, revela um ambiente de tensão e incerteza, onde pré-candidatos já fazem contas e avaliam friamente suas chances, diante de uma configuração considerada pouco atrativa dentro do partido.
Durante sua fala, Mendes deixou claro que o impasse não é recente e que a dificuldade em montar uma chapa competitiva tem afastado nomes interessados.
“Nesses últimos dias é natural que haja uma dança das cadeiras muito forte aí. O União Brasil tem hoje quatro deputados federais com votação ali na casa de 30, 40 mil votos. Qualquer pré-candidato que olha para uma chapa dessa, ele fala o quê? Não tem chance nenhuma”, afirmou, evidenciando o clima de desconfiança e o cálculo político que domina o cenário.
O governador também reforçou que, embora esteja disposto a colaborar, não assumirá sozinho a responsabilidade pela articulação política, cobrando protagonismo dos próprios parlamentares.
“Eu já disse várias vezes: estou à disposição para ajudar a construir a chapa. Mas não é minha obrigação construir chapa para deputado. Eles precisam fazer a parte deles. A minha principal missão até o último dia do mandato é cuidar do Mato Grosso”, declarou, em tom firme, deixando no ar a pergunta que ecoa nos bastidores: afinal, qual é o verdadeiro entrave que trava o avanço do partido?.
Nos bastidores, a declaração de Mauro Mendes foi interpretada como um recado direto — e até um ultimato velado — aos aliados que ainda não se movimentaram com a intensidade esperada. Em um cenário onde cada decisão pode definir o futuro político do grupo, a pressão aumenta e o tempo encurta, deixando claro que, sem articulação e estratégia, o União Brasil corre o risco de entrar na disputa enfraquecido e sem protagonismo.
































