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Juiz rejeita pedido de exame de insanidade de réu no caso Zampieri

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O  juiz José Mauro Nagib Jorge rejeitou os pedidos da defesa de Antônio Gomes da Silva, réu pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, para realização de exame de insanidade mental e desmembramento do processo. As solicitações foram contestadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão do Tribunal do Júri.

O promotor de Justiça Vinícius Gahyva afirmou que a alegação de possível insanidade mental não havia sido apresentada nos três anos de tramitação da ação penal. Para ele, o pedido apresentado durante o julgamento seria uma estratégia da defesa diante do andamento do processo. “Acompanhando o cliente em todo o processo, só agora percebeu a insanidade mental? Me parece inusitado. Com todo respeito, mas trata-se de mais uma estratégia, vendo que não está muito a favor a tese levantada pela defesa”, afirmou.

O promotor Samuel Frungilo também se manifestou contra o pedido e apontou a ausência de documentos que indicassem problemas de saúde mental do réu. “Como não houve a instauração desse processo durante esses três anos? Nunca foi juntado nenhum fomento nesses três anos, uma prescrição médica, um atestado de internação do senhor Antônio. Nada. O MP discorda”, disse. Sobre o desmembramento, o Ministério Público sustentou que a solicitação deveria ter sido apresentada antes do início do júri, evitando a dissolução do Conselho de Sentença e um novo adiamento.

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Ao analisar os requerimentos, o magistrado entendeu que o depoimento de Antônio Gomes durante a sessão não apresentou sinais concretos de desorganização psíquica que justificassem a abertura de incidente de insanidade mental ou a interrupção do julgamento. Com isso, os pedidos da defesa foram indeferidos e o Tribunal do Júri prosseguiu com os réus submetidos ao julgamento.

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