MATO GROSSO

PRESSÃO NO PALCO

Jayme Campos faz apelo pelo Ferrogrão a Flávio Bolsonaro em meio a reação dividida do público

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Em meio a um clima de recepção moderada — com direito até manifestações de desaprovação — o senador Jayme Campos (União Brasil) adotou um tom mais enfático durante a feira agropecuária Norte Show, em Sinop, e fez um apelo direto ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Na fala, ele expôs o que chamou de “fraturas expostas” na infraestrutura de Mato Grosso.

 

Diante de produtores e lideranças do setor, Jayme não economizou nas palavras e praticamente convocou Flávio a assumir compromisso com obras consideradas vitais para o desenvolvimento da região. Em um discurso carregado de urgência, ele apontou a Ferrogrão como peça-chave para destravar o crescimento econômico e reduzir custos logísticos.

 

“Quero fazer um apelo para você. Nós temos aqui algumas fraturas expostas. Você, com certeza, vai ser o nosso futuro presidente da República. Feito isso, nós temos que resolver aqui duas situações. Uma é a questão da Ferrogrão, que nasce aqui em Sinop e vai até o estado do Pará, sendo extremamente importante para o desenvolvimento econômico e social desta vasta região”, afirmou, reforçando o peso estratégico da obra.

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O senador destacou que a ferrovia é vista como uma solução para baratear o transporte da produção, impulsionando a economia não só de Mato Grosso, mas de todo o país. Segundo ele, o avanço do projeto pode representar um salto no escoamento de grãos e na competitividade brasileira no mercado internacional.

 

Mas o apelo não parou por aí. Jayme também voltou os holofotes para a situação da BR-163, uma das principais rotas do agronegócio, e cobrou mais rapidez na duplicação do trecho entre Sinop e a divisa com o Pará. Ele relembrou problemas antigos na concessão da rodovia e criticou a lentidão que ainda marca o andamento das obras.

 

“É fundamental o seu apoio. Sei do seu prestígio e do seu valor, para que possamos exigir da ANTT que não seja um prazo de nove anos para duplicar 288 quilômetros. No máximo, cinco anos, para evitar que milhares de pessoas continuem morrendo nessa rodovia”, disparou. Com a fala, o senador escancarou a pressão política e reforçou a urgência por soluções concretas em uma das regiões mais estratégicas do país.

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