Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia mostrou que as desigualdades regionais seguem marcantes no Brasil em 2026. Das 20 cidades com melhor qualidade de vida, 18 estão nas regiões Sul e Sudeste. Já entre os 20 piores desempenhos, 19 municípios ficam no Norte e Nordeste.
Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto lidera o ranking nacional do Índice de Progresso Social (IPS), com 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100. Na outra ponta aparece Uiramutã, que registrou 42,44 pontos. O levantamento avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, utilizando dados de órgãos como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e DataSUS.
Entre as cidades mais bem colocadas aparecem Jundiaí, Curitiba, Nova Lima e Maringá. Já os piores resultados incluem municípios como Jacareacanga, Portel e Amajari. A média nacional ficou em 63,40 pontos, ligeiramente acima dos índices registrados em 2025 e 2024.
O IPS mede qualidade de vida a partir de fatores ligados a necessidades humanas básicas, bem-estar e oportunidades, diferentemente do PIB, que avalia apenas a riqueza gerada. Segundo Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, o objetivo é identificar se os investimentos públicos realmente chegam à população. “O IPS é um índice que surge de um entendimento de que desenvolvimento econômico, por si só, não corresponde necessariamente a desenvolvimento social”, afirmou.
Entre as capitais, Curitiba liderou pelo segundo ano seguido, com 71,29 pontos, seguida por Brasília e São Paulo. Na parte inferior do ranking das capitais ficaram Macapá e Porto Velho. Mesmo nas cidades mais bem avaliadas, o estudo aponta desafios em áreas como inclusão social e população em situação de rua.


















