A Polícia Civil apreendeu uma lista com apelidos de 17 estudantes que integravam um grupo criado nos moldes de facções criminosas dentro da Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (415 km de Cuiabá). A anotação, apreendida no dia 24 de julho, trazia o lema do grupo: “A gente mata ou morre”, e incluía nomes como “capetinha”, “criminosa” e “quebra osso”.
De acordo com o delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira, o grupo foi criado com o objetivo de “impor poder na escola” e adotava práticas comuns de organizações criminosas, como o uso de apelidos para dificultar a identificação das integrantes.
Vídeos obtidos pela polícia mostram agressões graves, inclusive contra um estudante vítima de bullying motivado por sua orientação sexual.
O caso mais grave envolveu a agressão brutal de uma aluna de 12 anos, que teria descumprido regras do grupo. O ataque foi filmado e compartido entre as alunas por WhatsApp e Instagram, simulando um “salve”, punição típica de facções.
Três das quatro adolescentes envolvidas na agressão foram internadas por determinação da Justiça; a quarta, de 11 anos, não pôde ser responsabilizada por impedimento legal.

































