Após intensa repercussão negativa, o Governo de Mato Grosso cancelou a proposta de contratar policiais militares temporários em substituição à realização de concurso público. A medida, que constava em portaria publicada no boletim interno da PM, foi alvo de críticas de autoridades e especialistas em segurança pública.
O ex-comandante da PM, coronel Alexandre Mendes, classificou a proposta como inconstitucional e alertou para o risco de que ex-temporários, ao deixarem a corporação sem garantias, sejam aliciados por facções criminosas. Já o deputado estadual Elizeu Nascimento também criticou a medida e afirmou que ela fere a Constituição.
Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (17), o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando, anunciou que a proposta não será levada adiante. Segundo ele, o governador Mauro Mendes decidiu cancelar os estudos após ser informado da proposta trazida de Brasília. “Essa proposta não irá prosperar”, afirmou.
A proposta constava na Portaria N° 27/GCG/PMMT/2025, de 14 de julho, que criava uma comissão para estudar a implementação de PMs temporários. O documento nomeava dois oficiais para coordenar os trabalhos.
Apesar da tentativa de justificar a medida, coronel Mendes lembrou que há mais de mil candidatos já aprovados em concursos e no cadastro de reserva, aptos a serem convocados de forma legal e definitiva.
































