O governador Mauro Mendes (União) voltou a provocar polêmica nessa terça-feira (23), em Cuiabá, ao comentar os atos de 8 de janeiro. Para ele, os manifestantes que invadiram e depredaram prédios públicos em Brasília “erraram”, mas as condenações impostas pela Justiça seriam excessivas. Mendes não apenas reforçou as críticas às sentenças aplicadas pelo STF, como também saiu em defesa do polêmico PL da Anistia, que hoje tramita no Congresso Nacional e promete dividir ainda mais os ânimos no país.
Durante a entrega da revitalização do Palácio das Artes Marciais, o governador Mauro Mendes voltou a criticar as condenações dos atos de 8 de janeiro. “Erraram? Claro que erraram. É errado invadir patrimônio público, quebrar patrimônio público. Mas eu já disse e repito, eu vi muitas vezes o MST fazer isso no país e não vi nenhuma vez o MST ser condenado a 14, 17 anos de prisão”, declarou.
Mauro Mendes classificou o PL da Anistia como “hipocrisia da esquerda”, lembrando que líderes que hoje o rejeitam já se beneficiaram de anistias no passado. Mendes também se posicionou contra a chamada PEC da Blindagem.
“Não dá para criar para ninguém nesse país uma blindagem quando comete crime. Todos são iguais perante a lei. Isso está na nossa Constituição e não seria possível nem razoável querer tratar os parlamentares dessa forma”, disse.
Apesar do momento de tensão política que circulam sob a polarização partidária enquanto muitos políticos preferem não se comprometer, as declarações de Mauro Mendes evidenciam sua posição sobre temas que ainda dividem o país. Ao mesmo tempo em que criticou as condenações relacionadas ao 8 de janeiro e defendeu o debate sobre o PL da Anistia.





































