A Polícia Civil de Mato Grosso investiga um golpe milionário que desviou até R$ 10 milhões dos cofres do Grupo Bom Futuro, uma das maiores empresas do agronegócio do estado. Na última quinta-feira (13), um empresário de 29 anos, dono de uma empresa de transportes, e um funcionário de 28 anos, ligado ao grupo, foram presos suspeitos de aplicar o esquema fraudulento. O golpe consistia em simular serviços de transporte, criando fretes falsos para gerar pagamentos que nunca foram realizados.
O Grupo Bom Futuro, pertencente ao empresário Eraí Maggi Scheffer, primo do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, confirmou o envolvimento de um de seus colaboradores no esquema e afirmou que está colaborando integralmente com as investigações. A empresa, que possui mais de 615 mil hectares de terras agrícolas e atua também nos setores de energia renovável e transporte, reforçou seu compromisso com a transparência e integridade.
De acordo com as investigações, o funcionário utilizava sua posição no setor de transportes para emitir documentos fraudulentos, os CTes (Conhecimento de Transporte Eletrônico) —, que permitiam a liberação de pagamentos para a empresa do empresário. Esses fretes nunca ocorreram, mas geraram pagamentos irregulares no valor de mais de R$ 295 mil. A fraude foi descoberta quando o Grupo Bom Futuro notou a emissão de documentos falsos e acionou a polícia.
A investigação teve início a partir de uma denúncia, e, após localizar o funcionário em Cuiabá, a polícia apreendeu documentos e dispositivos eletrônicos relacionados ao golpe. Um carro de luxo, comprado recentemente pelo suspeito, também foi apreendido. Em seguida, os policiais prenderam o empresário responsável pela transportadora em Barra do Garças, cidade localizada a 516 km da capital. A Polícia Civil continua apurando os detalhes do caso, que envolveu um esquema elaborado para desviar recursos significativos do grupo empresarial.

































