MATO GROSSO

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Gisela participa de pacto nacional e diz que país vive “emergência” de feminicídios

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Em meio a uma escalada alarmante da violência contra mulheres no Brasil, que faz em média quatro vítimas fatais por dia, os Três Poderes se uniram nesta semana em um movimento considerado histórico: a assinatura do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A cerimônia marcou um raro gesto de convergência entre Executivo, Legislativo e Judiciário para enfrentar uma das crises mais graves do país. Entre os presentes, apenas uma parlamentar de Mato Grosso participou do ato: a deputada federal Gisela Simona.

 

Para a deputada, o pacto vai muito além de um acordo simbólico. Ela afirmou que o país vive uma crise estrutural, na qual a violência contra mulheres deixou de ser um problema isolado para se tornar uma emergência nacional. “Esse pacto não é discurso. É uma tentativa real de salvar vidas. É um compromisso para tirar o Brasil dessa chaga que se repete todos os dias”, declarou.

 

Segundo Gisela, esta é a primeira vez que os Três Poderes firmam um instrumento formal de cooperação voltado exclusivamente ao combate à violência letal contra mulheres. O acordo, batizado com o lema “Todos por Todas”, estabelece como eixos principais a prevenção, a proteção efetiva das vítimas, a responsabilização rápida dos agressores e a garantia de direitos para mulheres em situação de risco.

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Entre as mudanças práticas previstas estão a aceleração no cumprimento de medidas protetivas, a integração entre os órgãos de atendimento e o fortalecimento de ações educativas permanentes. A ideia é reduzir o tempo entre a denúncia e a resposta do Estado, evitando que a violência escale até o feminicídio. Para a parlamentar, a impunidade ainda é um dos principais combustíveis desse ciclo de mortes.

 

Líder da bancada feminina do União Brasil na Câmara, Gisela também destacou que o combate ao feminicídio exige investimento social contínuo e a ruptura de padrões culturais que naturalizam a violência. “Não basta punir depois. É preciso agir antes, proteger antes, chegar antes”, afirmou, ao defender uma mudança estrutural na forma como o país enfrenta o problema.

 

Dados recentes reforçam a dimensão da tragédia. Somente em 2025, a Justiça brasileira julgou mais de 15 mil casos de feminicídio, concedeu 621 mil medidas protetivas e o Ligue 180 registrou cerca de 425 denúncias diárias de violência contra a mulher. Para Gisela, esses números mostram que o pacto não é uma escolha política, mas uma necessidade urgente para impedir que mais mulheres percam a vida.

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