MATO GROSSO

INFRAESTRUTURA

Feiras de Cuiabá passam por transformação elétrica após anos de improviso

publicidade

publicidade

Fios expostos, gambiarras e risco constante começam a perder espaço nas feiras livres de Cuiabá. Um processo de regularização da rede elétrica está mudando o cenário caótico que por anos marcou esses espaços populares, onde barracas funcionavam ligadas a emaranhados improvisados de cabos, sujeitos a curto-circuitos, quedas de energia e até incêndios.

 

A mudança está sendo puxada por um projeto que avança feira por feira, substituindo ligações clandestinas por pontos de energia fixos, protegidos e medidos individualmente. O objetivo é colocar ordem em um sistema que cresceu sem planejamento e que hoje sustenta a rotina de milhares de feirantes e consumidores espalhados pela capital.

 

O trabalho começou em agosto, na tradicional feira do CPA 3, e desde então vem se espalhando por bairros como Doutor Fábio, Grande Terceiro, Jardim das Palmeiras, Bela Vista, Renascer, Centro (região da Igreja da Boa Morte), Santa Inês, Coophema, Morada do Ouro, Poção e Jardim Imperial. Em cada local, a cena se repete: velhas ligações improvisadas dão lugar a estruturas elétricas mais seguras e organizadas.

Leia Também:  Réus são condenados a até 40 anos por tentativa de duplo homicídio em guerra de facções em MT

 

Cuiabá possui 48 feiras livres, que somam cerca de 1.800 pontos de venda. Até agora, 446 barracas já tiveram a energia regularizada — o que representa cerca de 25% do total. A meta é alcançar todas até o fim do ano.

 

Além de organizar a fiação, o novo modelo cria pontos de energia dimensionados para suportar o uso de freezers, balanças, iluminação e outros equipamentos essenciais ao funcionamento das feiras. Isso reduz quedas, evita sobrecargas e praticamente elimina as famosas “gambiarras” que colocavam em risco feirantes e clientes.

 

O investimento passa de R$ 2,5 milhões e mira um problema antigo: a falta de infraestrutura elétrica adequada em ambientes que movimentam grande volume de pessoas e mercadorias. Em muitos casos, o risco não se limitava às barracas, mas ameaçava também a rede elétrica dos bairros ao redor.

 

Para quem vive da feira, a mudança pesa no bolso e na segurança. Com energia mais estável, há menos prejuízo com equipamentos queimados e menos chance de acidentes. Para o público, o impacto aparece na organização dos corredores, na iluminação e na sensação de que o ambiente ficou mais seguro — transformando o jeito como as feiras funcionam na prática.

Leia Também:  Setasc divulga sorteados com autismo para jogo da Seleção Brasileira Feminina na Arena Pantanal

 

Fonte: Da Assessoria 

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Slide anterior
Próximo slide

publicidade