MATO GROSSO

REPERCUSSÃO POLÍTICA

Fábio Garcia diz que Ciro Nogueira deve pagar se tiver cometido crime e evita interferir no PP

Rodinei Crescêncio/Montagem RDNews

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O deputado federal Fábio Garcia afirmou, em entrevista à imprensa que o senador Ciro Nogueira deve responder judicialmente caso sejam comprovadas irregularidades envolvendo seu nome. A declaração acontece em meio à repercussão política sobre investigações que atingem o presidente nacional do PP, partido que integra a federação União Progressista junto com o União Brasil.

 

Durante entrevista, Fábio Garcia adotou tom firme ao comentar o caso e afirmou que não existe espaço para proteção política em situações envolvendo supostos crimes. “Quem cometeu crime no Brasil tem que pagar pelos seus crimes. Não interessa se está no PP, no MDB, no PL ou no PT”, declarou o parlamentar.

 

O deputado ressaltou que Ciro Nogueira ainda será investigado e destacou que cabe à Justiça decidir sobre eventual condenação. Segundo ele, o processo precisa seguir o rito legal antes de qualquer conclusão definitiva. “Tem um processo aberto, ele vai ser investigado, pode ou não ser denunciado, e a Justiça vai fazer o trabalho final de poder condená-lo ou não”, afirmou.

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Questionado sobre um possível afastamento de Ciro da presidência nacional do PP, Fábio Garcia evitou entrar diretamente na discussão interna da sigla aliada. “Eu não faço parte do PP, então não vou ficar dando pitaco no partido dos outros”, respondeu.

 

Apesar de União Brasil e PP integrarem a mesma federação partidária, o deputado reforçou que as legendas continuam funcionando separadamente. Segundo ele, a federação representa apenas alinhamento em projetos políticos comuns, sem interferência direta nas decisões internas de cada partido.

 

“Somos federação, mas somos partidos distintos. Não é fusão”, explicou Fábio Garcia. O parlamentar ainda destacou que decisões sobre presidência partidária devem ser tomadas pelos próprios integrantes do PP, incluindo deputados, senadores e dirigentes da legenda.

 

A declaração do deputado aumenta a pressão política sobre Ciro Nogueira e reforça o clima de cautela dentro da União Progressista. Nos bastidores, lideranças acompanham os desdobramentos da investigação enquanto partidos aliados tentam evitar que a crise nacional respingue diretamente nas articulações políticas para as eleições de 2026 em Mato Grosso.

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