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Entre edital e articulação: o rumo da Alesc em debate

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A ALESC – Assembleia Legislativa de Santa Catarina teve mais uma sessão marcada por demandas regionais, com deputados apresentando pleitos de municípios nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. O Plano Safra foi um dos pontos utilizados para embasar pedidos e abrir espaço a negociações locais.

O movimento não é novo: a Alesc historicamente funciona como ponte entre municípios e governo estadual, mas a intensidade das demandas evidencia como esse papel pode se confundir com disputas políticas. Nos bastidores, observa-se o peso de quem tem maior influência para acelerar projetos ou garantir recursos.

Outro aspecto notado é a antecipação do calendário político. Mesmo faltando tempo considerável para 2026, já há movimentações de parlamentares que buscam ampliar visibilidade pública. Programas federais e estaduais acabam servindo tanto de vitrine quanto de promessa para consolidar espaço político.

Esse cenário reforça um desafio recorrente: transformar a política de interesses locais em políticas de estado, capazes de uniformizar atendimento e logística em todas as regiões. O discurso de transparência e coerência é constante, mas sua efetivação depende de fiscalização externa, imprensa vigilante e participação da sociedade.

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A confiança do eleitor está diretamente ligada a esse equilíbrio. Obras paradas, recursos sem aplicação e promessas que não se concretizam corroem a credibilidade das instituições e afastam o cidadão da política. O debate agora é se Santa Catarina conseguirá avançar para um modelo mais transparente e consistente de gestão legislativa.

Por Caco Pereira

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