MATO GROSSO

REPERCUSSÃO

Dilemário chama caso de “lamentável” e defende investigações sobre suspeita de propina

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As investigações sobre um suposto esquema de propina envolvendo emendas parlamentares colocaram a política de Mato Grosso sob forte pressão e provocaram reações dentro da Câmara de Cuiabá. Nesta quinta-feira (30), o vereador Dilemário Alencar (União) se manifestou publicamente e classificou o cenário como “lamentável”.

 

O posicionamento ocorre em meio às apurações que envolvem o vereador Cezinha Nascimento (União) e o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), suspeitos de participação no esquema. Dilemário, no entanto, fez questão de separar as condutas individuais da imagem da instituição.

 

“Lamentável, lamentável mais uma vez. Lamentável. A Câmara está sendo exposta, não concordo com essa alcunha”, afirmou, ao criticar o rótulo de “casa de horrores” atribuído ao Legislativo. “A Câmara Municipal é uma pessoa jurídica, tem CNPJ. Não é a Câmara que provoca eventual desvio de conduta. Cada um tem que ser responsabilizado pelo seu CPF”, acrescentou.

 

Apesar da crise, o vereador adotou um tom firme ao defender o avanço das investigações. Ele elogiou a atuação do Ministério Público, da Polícia Civil — por meio da Delegacia de Combate à Corrupção — e do Poder Judiciário, destacando a importância da apuração rigorosa dos fatos.

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“Quero aqui parabenizar o Poder Judiciário, a Delegacia de Combate à Corrupção e o Ministério Público Estadual que estão investigando. As pessoas citadas precisam exercer o direito ao contraditório e à ampla defesa, mas, se me perguntarem, eu aplaudo as investigações que estão sendo feitas neste momento”, declarou.

 

Dilemário também ressaltou que as investigações não devem se limitar a um único ambiente político, mas alcançar todos os envolvidos, independentemente da esfera de poder.

 

“Não só aqui na Câmara Municipal, mas também atingindo o Parlamento Estadual. Quem cometeu eventual deslize, que responda. Pau que bate em Chico, bate em Francisco”, concluiu, reforçando que a responsabilização deve ser igual para todos.

 

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