O Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, reforça a conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar. Em Mato Grosso, leis estaduais proíbem o uso desses produtos em ambientes coletivos fechados, com o objetivo de proteger a saúde pública e reduzir a exposição à fumaça.
A legislação mais recente, de autoria da deputada estadual Sheila Klener, ampliou as restrições aos cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes e pods. Segundo o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, do programa QualiVida da Assembleia Legislativa, as medidas ajudam a evitar a normalização do hábito de fumar, principalmente entre adolescentes e jovens.
O especialista alerta que tanto o cigarro convencional quanto os dispositivos eletrônicos contêm substâncias nocivas capazes de provocar dependência, doenças cardiovasculares, câncer, bronquite, enfisema pulmonar e lesões graves nos pulmões. Ele destaca ainda que o tabagismo passivo também representa riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e gestantes.
Ex-fumante há sete anos, Roberto Tsuzuki Müller relata que decidiu abandonar o cigarro após casos de câncer na família e pelos impactos do vício em sua qualidade de vida. “Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, afirmou. Para ele, os benefícios vão desde a melhora na percepção dos sabores até a redução dos gastos e o aumento do bem-estar. “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”, concluiu.













