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"REAJUSTE OU FRUSTRAÇÃO?!"

Deputado Diego Guimarães cobra 19% de RGA e diz que governo ignora perdas da pandemia

Foto: Assembleia Legislativa

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O debate sobre o salário dos servidores públicos ganhou temperatura na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Em meio à pressão de milhares de trabalhadores do funcionalismo, o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) subiu o tom e defendeu que o Governo do Estado vá além do reajuste proposto e reconheça, de forma concreta, as perdas acumuladas durante os anos mais duros da pandemia.

O embate começou depois que o governador Mauro Mendes encaminhou ao Legislativo um projeto prevendo apenas 4,26% de Reajuste Geral Anual (RGA), índice baseado na inflação medida pelo IPCA de 2025. Para Diego, esse percentual ignora um “rombo” que se arrasta desde o período em que os servidores ficaram sem reposição salarial entre 2019 e 2021, quando a crise da Covid-19 congelou os vencimentos e corroeu o poder de compra da categoria.

Com o projeto prestes a ser votado nesta quarta-feira (21), a cobrança é por uma recomposição que pode chegar a 19%. Segundo o parlamentar, os gabinetes da Assembleia já foram tomados por mensagens e cobranças de servidores que querem uma resposta mais justa do Estado. Diego afirma que não pretende virar as costas para esse apelo.

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“Tenho recebido inúmeros comentários de servidores perguntando qual será a minha posição. E eu sou a favor de um RGA maior, porque servidor público precisa ser valorizado. O problema é que o governo mandou só 4,26%, sem compensar o atraso de quase 19% deixado pela pandemia”, declarou o deputado, ao confirmar que vai tentar reabrir a negociação no Palácio Paiaguás.

Diego também anunciou que pretende pressionar diretamente o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta para que seja enviado um substitutivo ao projeto. “Vamos fazer o que for preciso para sensibilizá-los. Nem que seja um percentual menor que 19%, mas que pelo menos comece a recompor o salário. Servidor valorizado é servidor que produz”, reforçou.

Ao mesmo tempo, o parlamentar alertou que a batalha não é apenas política, mas também jurídica. Ele explicou que o Supremo Tribunal Federal impede que deputados alterem projetos de reajuste enviados pelo Executivo, o que pode derrubar qualquer mudança aprovada sem base legal. Por isso, Diego defendeu que os próprios servidores ajudem a construir um caminho jurídico para sustentar a negociação. “Não quero vender ilusão. Se isso não for resolvido logo, o mês fecha e os servidores podem perder o RGA de janeiro”, concluiu.

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