MATO GROSSO

Delegado considera “estranha” versão de pai que matou filha em Várzea Grande

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O delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), classificou como “estranha” a versão apresentada por Claudinei da Silva, 42 anos, preso por matar a própria filha, Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, em Várzea Grande. O suspeito afirmou que esganou a adolescente após encontrar mensagens dela com um menino no Instagram.

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (8), o delegado afirmou que a justificativa apresentada pelo investigado é inconsistente. “Eu achei realmente uma conduta fora do normal. Um pai que descobre que a filha está conversando ou se relacionando com alguém normalmente orienta, aconselha, conversa. Não é uma situação que justificaria uma reação dessa gravidade”, declarou.

Diante das circunstâncias do caso, a Polícia Civil solicitou exame de conjunção carnal para verificar a possibilidade de violência sexual. Segundo Nilson Farias, a medida faz parte dos procedimentos investigativos e não significa que existam indícios concretos de abuso até o momento.

Conforme as investigações, familiares encontraram Olga caída no quarto da residência após estranharem o desaparecimento do pai e a falta de informações sobre a menina. A vítima ainda apresentava sinais vitais e foi encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

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O caso foi registrado como feminicídio. De acordo com o delegado, a tipificação foi adotada porque o investigado tinha plena consciência de que sua conduta poderia provocar a morte da filha. A Polícia Civil aguarda os laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que devem confirmar a causa da morte e auxiliar na conclusão do inquérito.

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