Durante a missa realizada na noite desta quarta-feira (23), na Paróquia Divino Espírito Santo, em Cuiabá, o arcebispo Dom Mário demonstrou apreensão quanto ao futuro da Santa Casa de Misericórdia. Ele alertou para o risco de desativação da unidade devido à crise financeira e pediu que o hospital não seja transformado em instrumento de disputas políticas.
O apelo junto a comunidade veio agregado de lembranças e a preocupação com saúde de todos.
“Nós rezamos aqui pela saúde de toda a nossa população e também pelos locais que tratam a saúde do nosso povo, sobretudo os hospitais, as clínicas e também a Santa Casa de Misericórdia, a Santa Casa que agente chamava de misericórdia”, lembrou Dom Mário.
O cenário de incerteza em torno da unidade se intensifica com a possível desativação da Santa Casa, prevista para ocorrer após a inauguração do Hospital Central, programada para o final deste ano. Paralelamente, o imóvel deverá ser leiloado nos próximos dias como forma de saldar dívidas trabalhistas acumuladas, que somam aproximadamente R$ 50 milhões.
Dom Mário defendeu ainda a continuidade da Santa Casa, ressaltando a importância do hospital para garantir atendimento público de qualidade à população de Cuiabá e região, não apenas por sua tradição, mas pela necessidade concreta de serviços de saúde.
“Agente espera que os nossos governantes possam tratar dessa questão da Santa Casa com muito cuidado, pensando no bem da população. Esperamos que as tratativas possam se encaminhar para o não fechamento do local, não só por memória e tradição mas por necessidade de saúde da população de Cuiabá e região”, defendeu o arcebispo.
Diante do cenário de incertezas, o arcebispo reforçou o apelo por diálogo e responsabilidade entre as autoridades, destacando que a saúde pública deve estar acima de interesses políticos ou administrativos. Para Dom Mário, preservar o funcionamento da Santa Casa é um compromisso com a dignidade e o bem-estar da população.



































