O vereador Chico 2000 completa dois meses afastado da Câmara de Cuiabá na próxima sexta-feira (27), após ser alvo da Operação Gorjeta, da Polícia Civil. Apesar do fim do prazo inicial da medida cautelar, o retorno ao cargo ainda depende da conclusão de uma auditoria que investiga o uso de emendas parlamentares.
A permanência fora do cargo está condicionada à entrega de um relatório pericial, considerado peça-chave no caso. O prazo para conclusão da análise foi prorrogado até 15 de abril, e o documento deve indicar se houve irregularidades na destinação dos recursos.
A defesa do parlamentar pretende aguardar o resultado da auditoria antes de solicitar a revisão do afastamento. A estratégia é usar as conclusões técnicas como base para convencer o mesmo magistrado que determinou a medida cautelar a autorizar o retorno.
A investigação apura um suposto esquema de devolução de parte de emendas parlamentares, com possível direcionamento de recursos e retorno de valores ao vereador. Além dele, outras cinco pessoas foram atingidas por medidas como proibição de acesso a prédios públicos e restrições de contato.
Mesmo afastado, Chico 2000 segue recebendo salário de R$ 35.209,32, com base no princípio da presunção de inocência. A definição sobre o futuro político deve ocorrer em abril, após a conclusão da auditoria.






























