MATO GROSSO

ELEIÇÕES 2026

Buzetti revela bastidor da disputa ao Senado e diz que aceitaria recuar por acordo com Jayme Campos

Foto: Reprodução

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A suplente no Senado, Margareth Buzetti (PP), revelou, em entrevista à imprensa, que procurou o senador Jayme Campos (União Brasil) para tentar construir um acordo capaz de encerrar o impasse dentro da Federação União Progressista (UP). Segundo ela, chegou a manifestar disposição para desistir de uma eventual candidatura ao Senado, desde que Jayme também abrisse mão de disputar o Governo de Mato Grosso, em uma tentativa de pacificar o grupo político para as eleições de 2026.

Durante a entrevista, no entanto, a parlamentar afirmou que o debate político não pode se limitar às articulações eleitorais e chamou a atenção para temas que considera mais urgentes, como o enfrentamento da violência contra mulheres, crianças e idosos. Ela defendeu maior divulgação da Lei nº 15.280, que fortalece o combate à pedofilia contra pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Você acredita que essa vai ser a pauta dos adversários, dos aliados, de todos? Eu vejo muito essa pauta sendo conversada, sendo discursada, sendo falada. Mas, na hora de fazer mesmo, não é o que você vê”, afirmou Buzetti ao comentar que a defesa das mulheres e dos grupos vulneráveis frequentemente aparece nos discursos políticos, mas nem sempre se traduz em ações efetivas.

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Na conversa com os jornalistas, a senadora explicou que esteve reunida para discutir justamente a divulgação da Lei nº 15.280. Segundo ela, o texto ficou “maravilhoso”, mas precisa chegar ao conhecimento da população. “O governo federal podia fazer uma campanha, podia mostrar essas leis. Para que o homem pense duas vezes antes de cometer o crime”, declarou, defendendo campanhas educativas como ferramenta de prevenção.

Buzetti também criticou episódios recentes de ataques contra mulheres nas redes sociais. Ela citou declarações do blogueiro Austaldo Eustáquio contra a ex-ministra Damares Alves e também comentários feitos pelo jornalista Paulo Figueiredo, classificando os episódios como exemplos da violência verbal que ainda persiste no ambiente político e digital.

“Ontem aconteceram duas violências em discursos. Uma do Austaldo Eustáquio, que falou da Damares coisas impublicáveis. Ele foi extremamente grosseiro, machista, horroroso. E outra foi a do Paulo Figueiredo”, afirmou durante a entrevista, ao defender que esse tipo de comportamento seja repudiado com a mesma firmeza com que se condenam outras formas de violência.

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Ao encerrar a entrevista, Buzetti reforçou que o enfrentamento à violência exige mais do que discursos públicos. Para ela, leis eficazes, campanhas de conscientização e posicionamentos firmes das autoridades são fundamentais para proteger pessoas em situação de vulnerabilidade e transformar o debate político em ações concretas.

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