Nesta terça, o Ministério das Comunicações lançou ainda a política nacional para expandir o número de cabos submarinos de internet no Brasil.
Por Humberto Azevedo
O Brasil e a China deram mais um passo estratégico rumo à modernização dos serviços postais. Nesta última segunda-feira, 12 de maio, o Ministério das Comunicações (MCom) assinou um memorando de entendimento com o Departamento de Correios da China, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre os dois países, ampliar a qualidade dos serviços prestados e tornar o setor postal mais eficiente e acessível à população.
A iniciativa prevê ações concretas, como a troca de conhecimentos sobre legislação e regulamentação postal, políticas públicas, padrões de qualidade, serviços de endereçamento e prestação de serviços universais. Também estão previstos treinamentos técnicos e intercâmbio de boas práticas entre os operadores postais e expressos dos dois países.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, esta parceria poderá garantir que o cidadão receba um serviço mais ágil, confiável e moderno. O acordo também incentiva o fortalecimento das relações comerciais entre os operadores postais, promovendo o compartilhamento de experiências em logística, atendimento e inovação. A ideia é ampliar o escopo dos serviços, impulsionar a eficiência e atender melhor às demandas dos cidadãos brasileiros e chineses.
“Essa cooperação com a China permitirá uma troca rica de experiências e tecnologias, com impacto direto na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. Estamos falando de mais inclusão postal e digital, sobretudo nas áreas mais remotas do país, onde o serviço postal é essencial para conectar pessoas, negócios e políticas públicas”, afirmou.
UNIVERSAL
Além do foco na modernização interna, o memorando prevê o fortalecimento da atuação conjunta de Brasil e China em discussões internacionais no âmbito da União Postal Universal (UPU), reforçando o protagonismo dos dois países em decisões estratégicas para o futuro do setor postal global. Segundo a Presidência da República, há 16 protocolos e anúncios já definidos, e outros 32 em negociação.
A parceria se insere na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, que marca a articulação diplomática do governo federal por equilíbrio comercial e defesa do multilateralismo. Além deste memorando, outras assinaturas estão previstas nas áreas de agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, energia, mineração, finanças, ciência e tecnologia, comunicações, desenvolvimento sustentável, turismo, esportes, saúde, educação e cultura.
CABOS SUBAQUÁTICOS

Já nesta terça-feira, 13 de maio, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, anunciou que o governo brasileiro vai desenvolver uma política nacional de cabos submarinos para ampliar a infraestrutura digital no país.
A proposta abrirá a possibilidade para a criação de incentivos para que novas rotas de cabos sejam instaladas em locais que estão fora do mapa da conectividade submarina, principalmente nas regiões Norte e Sul, que atualmente não contam com nenhum ponto de ancoragem.
“Essa política será fundamental para o avanço da economia digital no Brasil, e para posicionar o país como um dos protagonistas no cenário global das telecomunicações. O presidente Lula me pediu para continuarmos com o fortalecimento das telecomunicações e combater as desigualdades regionais. Para isso, precisamos ter mais pontos pelo país recebendo os cabos submarinos”, disse o ministro Frederico.
DIGITALIZAÇÃO
A expectativa é de que a medida possa transformar a infraestrutura digital do país, aumentando a capacidade, velocidade e segurança da internet para garantir um maior equilíbrio regional no acesso às redes internacionais de dados.
Além disso, a política pretende impulsionar a indústria nacional, estabelecer um quadro normativo atualizado e seguro, buscar formas de potencializar a integração entre os esforços da União e dos estados, e fortalecer as condições para que o Brasil atraia investimentos, inclusive na construção de data centers.
De acordo com relatório da consultoria Analysys Mason, o setor de cabos submarinos vai chegar a movimentar mais de R$ 56 bilhões em até cinco anos. A iniciativa tem como objetivo reforçar a posição do Brasil como um dos protagonistas mundiais em conectividade digital.
Atualmente, a maior parte da infraestrutura está concentrada em Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP) e Praia Grande (SP), além de outras 12 cidades litorâneas no Sudeste e Nordeste. A nova política quer mudar esse cenário, ampliando a quantidade de pontos de ancoragem, por meio da criação das chamadas Zonas de Interesse para Ancoragem (ZIAs) — áreas que recebem os cabos — para regiões ainda não contempladas.
“Com isso, a infraestrutura de internet no Brasil terá mais capacidade, velocidade, segurança e redundância. Isso vai nos preparar para o futuro, com um planejamento à altura do desafio”, finalizou o ministro.
Com informações de assessoria.



























