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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Visita à Papuda

A permissão atende a um pedido da defesa do ex-presidente, que receberá a visita ainda do irmão de Michelle, Diego Torres Dourado, e do pecuarista Bruno Scheid, vice do PL, em Rondônia. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

De acordo com informações de fontes ligadas ao bolsonarismo, do “centrão” e também do Planalto, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a visitar Jair Messias Bolsonaro (PL) no Complexo Penitenciário da Papuda, onde o ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado e atentar contra o Estado Democrático de Direito, ocorre após a designação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho “zero um”, como pré-candidato do PL à Presidência e é visto como uma articulação que tem como objetivo alinhar as forças da direita no processo eleitoral do final do ano. Antes, Tarcísio já havia intermediado, sem sucesso, um pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro junto a Moraes. O encontro está agendado para a próxima quinta-feira, 22 de janeiro, das 8h às 10h.

 

 

Senado monitora Caso Master

O GT acompanhará irregularidades como a venda de carteiras de crédito do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões. O emedebista Baleia Rossi defendeu uma ampla investigação “doa a quem doer”. (Foto: Rafaela Araújo / Folhapress)

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou um Grupo de Trabalho (GT) para monitorar as investigações sobre o Banco Master. O GT, coordenado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), terá autonomia para convocar autoridades, solicitar documentos e sugerir novas leis. A iniciativa surge após operações da Polícia Federal (PF) e deliberações do Banco Central do Brasil (BCB) sobre supostas fraudes financeiras na instituição. O grupo é composto por sete senadores: Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amim (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Leila Barros (PDT-DF) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso. O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), manifestou apoio à medida, afirmando que “o Congresso não pode se omitir”.

 

 

Banco Master, pressões e nervos à flor da pele

No último sábado, 17 de janeiro, a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) teceu críticas ao ministro Dias Toffoli, o acusando de suposta interferência na autonomia da PF no intrincado caso do Banco Master. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

De acordo com informações de fontes ligadas ao “centrão” e também ao Planalto, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), determinou pessoalmente a exoneração da jornalista Renatinha Poli, que ocupava um cargo comissionado na Câmara Legislativa (CLDF). A demissão ocorreu após um veículo de comunicação ligado à família da profissional publicar uma reportagem crítica sobre problemas na saúde pública, tema sensível ao GDF. Fontes, ouvidas pela reportagem desta coluna, relatam que a decisão teve o aval da vice-governadora Celina Leão (PP-DF), pré-candidata ao GDF nas eleições de 2026. O episódio gerou um “clima de medo” e insegurança entre funcionários dos Poderes Executivo e Legislativo local, sendo visto como um “grave precedente” de perseguição política e ingerência do GDF sobre o Legislativo, com reflexos diretos na liberdade de imprensa.

 

 

Banco Master alterou rumos eleitorais

O caso revela as tensões na composição da chapa que Ibaneis tenta formar, mas com as investigações do caso do Banco Master, até sua candidatura ao Senado “pode estar subindo no telhado”. (Foto: Renato Alves / Agência Brasília)

De acordo com informações de fontes ligadas ao “centrão” e também ao Planalto, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), cogitou substituir a vice-governadora Celina Leão (PP) pelo ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, como candidato ao GDF neste ano. A mudança de planos ocorreu antes da deflagração da “Operação Compliance Zero”, que investiga o Banco Master e atinge o BRB. Em um telefonema conturbado, Ibaneis teria dito a Celina que ela não seria mais sua candidata, por falta de apoio político, empresarial e judiciário. Após a operação policial, que colocou Paulo Henrique Costa no centro das investigações, o governador recuou e reafirmou publicamente sua “total confiança” na sua vice. 

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Cenário tenso na política do DF

Vista do BRB, controlado pelo Palácio do Buriti, onde as articulações para a sucessão local vem causando apreensão em meio às investigações do caso do Banco Master. (Foto: Joédson Alves / Agência Brasil)

De acordo com informações de fontes ligadas ao “centrão” e também ao Planalto, a candidatura da vice-governadora Celina Leão (PP) à sucessão do GDF enfrenta um cenário de forte turbulência e incertezas. A proximidade do julgamento colegiado do caso Dracom – que investiga supostas negociações de propina reveladas em 2016, previsto para o primeiro semestre de 2026, representa um risco concreto de sua inabilitação eleitoral. Paralelamente, às investigações do caso do Banco Master, que envolvem o BRB, criam um imbróglio político que ameaça pairar sobre a campanha governista. No Palácio do Buriti, sede do governo distrital, avalia-se que esse conjunto de fatores abre um vácuo político perigoso, enquanto aliados e adversários se movimentam nos bastidores, aguardando definições. 

 

 

IPREV-DF em risco por caso do Banco Master

O prejuízo causado pelas operações do Banco Master / BRB, pode colocar em risco o pagamento futuro de benefícios a milhares de servidores do DF. (Foto: Reprodução / Divulgação)

De acordo com informações de fontes ligadas ao “centrão” e também ao Planalto, o risco de colapso do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (IPREV-DF) está indiretamente ligado ao caso do Banco Master. A crise foi agravada porque o Fundo Solidário Garantidor do IPREV, criado para cobrir déficits, tem como principal ativo ações do BRB, do qual o instituto é o segundo maior acionista. Com as investigações da “Operação Compliance Zero” sobre as fraudes no Banco Master – que envolvem negócios bilionários com o BRB, as ações do banco público se desvalorizaram, corroendo o patrimônio que garante os pagamentos de aposentadorias. O fundo já está sendo usado para tapar rombos mensais, e o governo do DF solicitou um crédito de R$ 366 milhões ao Tesouro para cobrir o déficit de 2025, que pode chegar a R$ 617 milhões. 

 

 

INSS bloqueia repasses

Caso a irregularidade se confirme, os contratos podem ser cancelados e os valores retidos, devolvidos aos beneficiários. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

De acordo com informações de fontes ligadas ao “centrão” e também ao Planalto, a decisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de bloquear o repasse de aproximadamente R$ 2 bilhões em empréstimos consignados ao Banco Master, devido a suspeitas de irregularidades na formalização dos contratos, é mais uma peça no imbróglio do caso, que começa a mostrar o tamanho da “encrenca” que é caso do Banco Master / BRB. A medida atingirá cerca de 254 mil operações de aposentados e pensionistas, mas o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que a decisão da autarquia já acontece desde setembro, quando o banco não apresentou documentação suficiente que comprovasse a autenticidade das assinaturas e os termos dos financiamentos por três solicitações distintas. 

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Sócios do Banco Master na Venezuela

Irmãos Batista seriam sócios de Daniel Vorcaro, detido em prisão domiciliar por conta do caso do Banco Master, no investimento em torno da empresa Fluxus, que explora pétróleo e gás natural na Venezuela. (Foto: Montagem / Reprodução)

De acordo com informações de fontes ligadas ao “centrão” e também ao Planalto, os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da J&F Investimentos, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, são sócios de investimentos significativos no setor petrolífero da Venezuela desde 2024. As operações são conduzidas por meio da empresa Fluxus, que adquiriu poços de exploração e prospecta naquele país. Em novembro de 2025, Joesley Batista foi recebido em audiência pelo então presidente Nicolás Maduro, em uma reunião que também teve contornos políticos. Os detalhes desses negócios estão protegidos por sigilo diplomático de cinco anos, imposto pelo Itamaraty, que restringe o acesso a informações sobre valores e extensão das transações. Além do petróleo, o grupo J&F, por meio da Âmbar Energia, também atua na importação de eletricidade da Venezuela, ampliando sua presença no setor energético do país vizinho.

 

 

Conflito Jungmann e Braga Netto

Registro da época mostrando o general Braga Netto, hoje preso, com o então ministro Raul Jungmann, falecido, durante reunião no Palácio do Planalto, em 2018. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

De acordo com informações de fontes ligadas ao “centrão” e também do Planalto, a morte do ex-ministro Raul Jungmann reacende a memória de seu turbulento embate com o general Braga Netto, quando ambos ocupavam postos-chave na segurança pública em 2018, no então governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). Como ministro da Segurança Pública, Jungmann defendia a federalização das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e desconfiava da infiltração de milicianos nas polícias do Rio. Braga Netto, então interventor federal no estado, passou a boicotá-lo, negando informações e chamando-o de “boquirroto” em queixas. A ruptura foi selada em uma tensa reunião no Palácio do Planalto, após a qual a cooperação cessou completamente. Jungmann chegou a ser alvo de uma ameaça velada de milicianos em um café no bairro do Leblon.

 

Agro bate recordes em 2025

O setor também bateu recordes na produção de carnes, café, frutas e na geração de empregos, atingindo cerca de 28,5 milhões de trabalhadores. (Foto: Divulgação / FPA)

De acordo com o presidente Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), o agronegócio brasileiro registrou desempenho histórico em 2025, com a maior safra de grãos da série, estimada em 352,2 milhões de toneladas, e recorde de exportações, que atingiram R$ 905,84 bilhões. O setor foi responsável por quase metade das vendas externas do país e garantiu um superávit comercial próximo de R$ 804 bilhões, sustentando a balança comercial nacional. O crescimento ocorreu em um contexto considerado adverso pelo setor, marcado por “insegurança jurídica” – com o veto presidencial ao marco temporal – e pressões tributárias. Lupion afirma ainda que os resultados mostram a resiliência do produtor rural, que seguiu investindo e gerando empregos mesmo diante de incertezas. 

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