MATO GROSSO

Medidas impulsionam o agronegócio

Apesar das críticas da FPA, Lula e Fávaro anunciam “maior Plano Safra da história”, com R$ 516,2 bi para crédito e inovação

Fávaro destacou que, apesar da elevação da taxa Selic e do aperto fiscal, o governo federal assegurou condições competitivas de financiamento aos produtores. (Ricardo Stuckert / Secom-PR)

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De acordo com a assessoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o governo federal disponibiliza volume recorde de crédito para a agricultura empresarial e reforça compromisso com sustentabilidade, tecnologia e segurança alimentar.

 

Por Humberto Azevedo

 

Apesar das críticas contundentes feitas pelo presidente da bancada ruralista, deputado Pedro Lupion (PP-PR) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, senador licenciado pelo PSD de Mato Grosso (MT) – Carlos Fávaro – anunciaram na tarde desta terça-feira, 1º de julho, no Palácio do Planalto, o “maior Plano Safra da história”, com R$ 516,2 bi para crédito e inovação.

 

O novo plano traz como foco a ampliação do crédito rural, o incentivo à produção sustentável e o fortalecimento da infraestrutura no campo. O valor representa, de acordo com o governo, um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior. A nova edição do plano reitera o compromisso do governo federal com o aumento da produção agropecuária, a segurança alimentar da população e o desenvolvimento regional.

 

“Queremos elevar ao máximo os ganhos que esses recursos podem gerar para os empresários, para a sociedade e, sobretudo, para o nosso país. Nosso objetivo é consolidar o papel do Brasil como celeiro do mundo”, disse o presidente Lula, ao destacar a importância de investir em sustentabilidade e inovação para ampliar a competitividade brasileira no cenário global.

 

CONDIÇÕES COMPETITIVAS

 

Carlos Fávaro destacou que, apesar da elevação da taxa Selic e do aperto fiscal, o governo federal assegurou condições competitivas de financiamento aos produtores. Segundo o ministro, as medidas impulsionam o agronegócio e a economia. Do total anunciado, R$ 415 bilhões serão destinados a operações de custeio e comercialização, R$ 13 bilhões a mais que na safra passada.

 

Outros R$ 102 bilhões vão para investimentos em infraestrutura produtiva, o que representa um crescimento de 51% em relação ao volume executado no último ciclo. Cerca de R$ 114 bilhões serão contratados com juros controlados e equalizados, com aumento de 23% em relação ao ano anterior.

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“Mesmo com todas as dificuldades, entregamos o maior Plano Safra da história. Fizemos um esforço enorme para preservar o acesso ao crédito, estimular a produção e aquecer a economia. Esse volume de recursos vai impulsionar uma supersafra e garantir o abastecimento de alimentos no mercado interno”, observou Fávaro.

 

SUSTENTÁVEL

 

Com o slogan “Força para o Brasil crescer”, o Plano Safra 2025/2026 tem como objetivo estímular à sustentabilidade e à adaptação às mudanças climáticas. Os financiamentos para sistemas de produção de baixa emissão de carbono seguem como prioridade, por meio do Programa RenovAgro, que passa a permitir também o financiamento de ações para prevenção e combate a incêndios, reflorestamento e recuperação de áreas protegidas.

 

Os produtores que adotarem práticas sustentáveis continuarão a contar com redução de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros. A linha para construção de armazéns com capacidade de até 12 mil toneladas, por exemplo, tem taxa de 8,5% ao ano e contará com R$ 8,2 bilhões em recursos.

 

Os programas Moderagro e Inovagro foram unificados, permitindo maior flexibilidade no uso do crédito para modernização tecnológica no campo. O plano também fortalece a irrigação, o armazenamento e o apoio ao médio produtor rural. E os incentivos para médios produtores e o setor cafeeiro, foram ampliados, como ressalta Fávaro.

 

NOVO LIMITE

 

O limite de renda para enquadramento no Programa nacional de apoio ao médio produtor rural (Pronamp) foi ampliado de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano. A medida amplia o número de beneficiários e pretende melhorar as condições de financiamento para esse público.

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Outro destaque lembrado por Fávaro é o volume recorde de R$ 7,2 bilhões para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que passa a ser acessível também por beneficiários do Pronaf e do Pronamp, mesmo que já tenham contratos ativos no Plano Safra.

 

PREVISIBILIDADE

 

A nova edição do plano traz também critérios técnicos para melhorar a gestão de riscos. A partir deste ano, todas as operações de custeio agrícola deverão seguir o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), independentemente do valor contratado ou da exigência do Proagro. A regra, que antes valia apenas para operações de até R$ 200 mil no Pronaf, agora se estende a todos os financiamentos que se enquadrem nas condições climáticas mapeadas.

 

Outra novidade é a possibilidade de financiar rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, além do apoio à produção de sementes e mudas de essências florestais e culturas para cobertura do solo. Com a estimativa de safra recorde superior a 1,2 bilhão de toneladas, o Plano Safra 2025/2026 deverá contribuir para a estabilidade dos preços dos alimentos, o aumento da oferta de grãos, fibras, carnes e pescados e a ampliação dos excedentes exportáveis.

 

A expectativa é de que mais de 500 mil contratos de crédito rural sejam formalizados ao longo do ciclo. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o papel da política agrícola no controle da inflação e na estabilidade econômica é fundamental.

 

“Nós vamos ter uma deflação de alimentos, como aconteceu no mês passado. A previsão da Secretaria de Política Econômica é de que as coisas estão voltando rapidamente ao normal. Nosso plano de voo está mantido”, declarou Haddad.

 

Com informações de assessoria.

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