A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar por 90 dias para tratamento de saúde repercutiu entre políticos de Mato Grosso. A medida atendeu manifestação da Procuradoria-Geral da República e ocorre enquanto Bolsonaro está internado no Hospital DF Star após diagnóstico de broncopneumonia.
Nas redes sociais, o deputado federal Nelson Barbudo comemorou a decisão e afirmou que o ex-presidente vinha sofrendo uma grande injustiça. Em vídeo publicado na internet, ele declarou que Bolsonaro estava sendo “torturado” ao cumprir pena por algo que, segundo ele, não teria cometido.
O deputado federal José Medeiros também comentou o caso. Para ele, a autorização da prisão domiciliar representa um alívio momentâneo, mas não resolve o que considera uma condenação sem provas no processo relacionado à tentativa de golpe.
Na Câmara de Cuiabá, a primeira-dama da capital e vereadora Samantha Iris declarou que Bolsonaro “não deveria nem estar preso”. Já o vereador Rafael Ranalli publicou nas redes sociais uma imagem com a frase “Deus não abandona os justos”, acrescentando na legenda: “A Justiça tarda, mas não falha”.
O deputado federal Coronel Assis criticou a demora da decisão judicial e afirmou que as condições da prisão teriam contribuído para o agravamento da saúde do ex-presidente. Ele também questionou as restrições impostas na domiciliar, como a proibição de uso de redes sociais e limitações de visitas.
Bolsonaro estava preso desde 22 de novembro de 2025 no complexo conhecido como Papudinha, no Distrito Federal, após condenação de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. A prisão domiciliar foi autorizada para permitir a recuperação de sua saúde enquanto o caso continua sendo analisado pela Justiça.






























