As ações asiáticas registraram forte queda na manhã desta segunda-feira (30), refletindo preocupações com a escalada da guerra entre os EUA e o Irã e a disparada dos preços do petróleo. O índice japonês Nikkei 225 caiu 4,5% para 50.979,54, enquanto o Kospi da Coreia do Sul recuou 3,2% para 5.264,32. O Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,7%, e o Composto de Xangai recuou 0,7%, seguindo o declínio acentuado das bolsas de Wall Street na última sexta-feira (27).
O petróleo também teve alta significativa: o Brent, referência internacional, subiu US$ 2,88, para US$ 115,45 por barril, enquanto o WTI, padrão dos EUA, avançou US$ 2,28, para US$ 101,92 por barril. Antes do conflito, o Brent estava cotado a cerca de US$ 70 por barril. A preocupação principal é o acesso ao Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo na região.
Xavier Lee, analista sênior da Morningstar Research, afirmou: “Embora não esperemos que o conflito seja prolongado, antecipamos uma volatilidade acentuada no curto prazo”. A guerra e a alta do petróleo têm o potencial de gerar inflação global e prejudicar o crescimento econômico da Ásia, segundo especialistas do mercado.
Nos EUA, as bolsas também fecharam em queda na sexta-feira. O S&P 500 recuou 1,7%, encerrando sua pior semana desde o início do conflito com o Irã. O Dow Jones caiu 793 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 2,1%, pressionado principalmente pelas Big Techs, incluindo Amazon e Nvidia.
O mercado de títulos também refletiu o aumento do risco: o rendimento do Tesouro norte-americano de 10 anos chegou a 4,48%, maior patamar desde antes do início da guerra, recuando depois para 4,43%. Analistas apontam que os investidores estão se preparando para um período de incerteza prolongada e volatilidade elevada nos mercados globais.

















