O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que, se depender dele, o MDB não voltará a comandar a Prefeitura da Capital. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), ao ser questionado pela imprensa sobre a filiação da vice-prefeita, coronel Vânia Rosa, ao partido emedebista.
Abilio evitou comentar diretamente a decisão de Vânia, que deixou o Partido Novo e se filiou ao MDB, mas foi enfático ao falar sobre a possibilidade de a sigla voltar ao comando do Palácio Alencastro. “Eu não vou comentar sobre isso [a decisão de Vânia]. Eu sei que muita gente quer, mas eu não vou comentar […]. Mas, no que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura de Cuiabá”, afirmou.
A preocupação política envolve o fato de que Vânia é a primeira na linha de sucessão municipal. Caso o prefeito se afaste do cargo, o MDB poderia retornar à chefia do Executivo após os oito anos da gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Abilio havia sinalizado anteriormente a intenção de se licenciar para apoiar a vereadora e primeira-dama Samantha Iris (PL) na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, mas agora afirmou que a decisão ainda está em análise.
“Está no meu planejamento a possibilidade disso acontecer. Agora, vou avaliar a todo momento as circunstâncias. Pode ser que, na hora, a gente opte pelo melhor caminho, que é se manter na prefeitura cumprindo a função do cargo”, explicou o prefeito.
Ao comentar declarações do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), Abilio endureceu o tom contra a sigla. “Para mim, o MDB é um péssimo partido. Não me representa, não representa o Brasil. É base do Lula, é um partido que eu desgosto”, disse. O prefeito também associou o MDB à gestão de Emanuel Pinheiro, citando denúncias de corrupção durante os mandatos do ex-prefeito, hoje filiado ao PSD.



























