Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Defesas de réus no caso Zampieri contestam investigação

publicidade

As defesas de Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins apresentaram nesta quarta-feira (30) novas contestações à investigação sobre a morte do advogado Roberto Zampieri, durante o julgamento em Cuiabá. Os advogados questionaram pontos da acusação, citaram suspeitas de venda de decisões judiciais em Mato Grosso e afirmaram ter encontrado, em aparelhos eletrônicos, informações que não teriam sido consideradas nas apurações.

Nilton Ribeiro, advogado de Antônio, apontado pelo Ministério Público como executor do assassinato, afirmou que a defesa pretende apresentar elementos para explicar o que teria levado ao crime. Ele também contestou a classificação do réu como sicário e disse que Antônio teria vindo de Minas Gerais a Cuiabá em busca de justiça. “Hoje vai ser um dia diferente em Cuiabá, porque a verdade vai aflorar depois de vários anos de um caso emblemático, de um caso enigmático. A verdade vai sair hoje aqui. A bomba vai estourar e nós vamos mostrar por que isso aconteceu, como isso surgiu, de onde surgiu, de onde veio isso. Nós vamos deixar muito claro o que aconteceu”, declarou.

Leia Também:  Flávia Moretti defende diálogo com governos e diz que busca recursos acima de disputas partidárias

Já Patrick Igor Lopes Alves, advogado de Hedilerson, contestou a versão de que o cliente teria fornecido a arma usada no homicídio. Segundo ele, Hedilerson era professor de tiro e estava em Cuiabá para participar de uma competição. A defesa sustenta que Antônio teria retirado a arma do instrutor sem autorização e afirma não haver mensagens que indiquem que Hedilerson tenha oferecido o armamento. “Não existe deslocamento do Hedilerson para a região do escritório. Só do Antônio”, afirmou.

As defesas também disseram ter identificado, nas extrações de aparelhos eletrônicos, mensagens e referências a outros grupos que, segundo Patrick, poderiam indicar contratações para crimes. O advogado afirmou que a investigação teria adotado uma “visão de túnel” e que os elementos serão apresentados no julgamento. Os argumentos ainda serão confrontados com as provas e com a versão da acusação durante os interrogatórios e os debates que antecedem a decisão do Conselho de Sentença.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade