O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou nesta terça-feira (15) que, caso seja eleito presidente da Câmara de Cuiabá, manterá independência em relação ao prefeito Abilio Brunini (PL) e não abrirá mão de suas convicções para conquistar o cargo.
Ao comentar a relação entre o Legislativo e o Executivo, o parlamentar defendeu uma atuação institucional, mas ressaltou que a Câmara deve preservar sua autonomia e continuar exercendo o papel de fiscalização. “Eu sempre falei que não vou vender minha alma para ser presidente. Vou continuar com minhas convicções. Entendo que o prefeito tem muitos acertos, como também tem muitos erros, e os erros nós vamos tentar ajudar a corrigir”, declarou.
Ilde é um dos nomes que disputam a presidência da Mesa Diretora. A atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), busca viabilizar uma candidatura à reeleição, mas depende de uma mudança no Regimento Interno para poder disputar novamente o cargo.
A proposta de alteração das regras provocou divisão entre vereadores da base do prefeito e também se tornou alvo de disputas judiciais. Nesta semana, o grupo favorável à mudança sofreu duas derrotas na Justiça.
Na segunda-feira (14), a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, manteve a exigência de 18 votos para alterações no regimento. Já na terça-feira (15), a juíza Laura Dorilêo Cândido negou pedido para suspender a necessidade de quórum de dois terços na votação, mantendo o impasse sobre uma eventual candidatura de Paula Calil à reeleição.






























