O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), subiu o tom contra o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) e afirmou que poderá recorrer à Justiça para assumir o controle do Mercado Municipal Miguel Sutil após a conclusão das obras. O empreendimento já ultrapassa 85% de execução e deve ser inaugurado nos próximos meses.
Durante coletiva de imprensa na última sexta-feira (3), Abilio deixou claro que não pretende dividir o palanque de inauguração com Emanuel, apontado como o responsável por autorizar a obra durante sua gestão.
Questionado sobre o fato de o ex-prefeito ser considerado o “pai da obra”, Abilio respondeu em tom de ironia e afirmou que a aceleração dos trabalhos ocorreu após a Prefeitura demonstrar interesse em romper a parceria público-privada (PPP).
“O cara acelerou a obra 300% depois que eu falei que eu não queria que ele fizesse. Então, parabéns, que termine a obra, que depois a gente vai entrar na Justiça para tomar essa obra para nós aí. Porque o pai dela não comportou muito bem durante a sua gestão para tomar a decisão dessa obra […] Cara, não sei lá. Se o pai da obra vai estar lá, eu não tenho interesse de ir, não”, disparou.
O prefeito também afirmou que a entrega do mercado dependerá da análise de toda a documentação necessária para emissão do Habite-se, documento que atesta a regularidade do empreendimento.
“A obra não está conclusa, não tem Habite-se e o pai dessa obra é muito feio. Então, a gente tem que aguardar toda a comprovação documental dessa obra para a gente poder emitir qualquer liberação”, declarou.
Desde que assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2025, Abilio questiona o contrato firmado para a requalificação do Mercado Municipal. As críticas resultaram na instalação da CPI do Estacionamento Rotativo, que investigou supostas irregularidades na parceria entre o município e a empresa CSI Mobi. O relatório final recomendou o indiciamento de Emanuel Pinheiro e de servidores municipais por improbidade administrativa.
A CSI Mobi, por sua vez, afirma que o Mercado Municipal Miguel Sutil não possui pendências legais e que a obra segue o cronograma previsto no contrato de parceria público-privada firmado com a Prefeitura de Cuiabá.




























