O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) afirmou, em entrevista à imprensa que o partido não pretende tomar a iniciativa para buscar alianças na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Segundo o parlamentar, a legenda aguarda ser procurada oficialmente pelos pré-candidatos antes de iniciar qualquer negociação visando as eleições de 4 de outubro.
Nos bastidores, o MDB é visto como uma das siglas mais estratégicas para a formação de chapas majoritárias. Apesar disso, Botelho deixou claro que o partido não pretende “bater à porta” de nenhum grupo político e que as conversas só começarão quando houver interesse demonstrado pelos possíveis aliados.
“Primeiro, nós não podemos ser oferecidos. Tem aquela máxima de que o oferecido não tem preço. Nós estamos aguardando quem vai abrir e chamar a gente para conversar. Depois, evidentemente, o entendimento que temos junto com a deputada Janaína é que vamos conversar com todos aqueles que abrirem a porta para conversar conosco”, revelou.
O deputado reforçou que o MDB está disposto a dialogar com qualquer grupo político, mas ressaltou que a iniciativa precisa partir dos pré-candidatos. Caso isso não aconteça, a legenda seguirá seu próprio caminho na disputa eleitoral.
“Agora, quem não tiver interesse, paciência. Vamos deixar para lá. Nós estamos aguardando eles abrirem essa oportunidade de conversa. Se não abrir, eles para lá e nós para cá, sem problema nenhum. A eleição é isso”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de uma composição com o grupo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apontado como o nome apoiado pelo governador Mauro Mendes*(União Brasil), Botelho afirmou que essa possibilidade existe, mas condicionou qualquer avanço à manifestação do grupo governista.
“Possibilidade há. Agora, primeiro eles precisam demonstrar que querem abrir essa conversa. Evidentemente, o governador, que é o líder maior nesse caso, e o Otaviano Pivetta, que é o candidato apoiado pelo Mauro Mendes, precisam dizer que querem conversar conosco. A partir daí, o MDB senta à mesa e avalia o cenário”, concluiu.

































