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Advogado catarinense leva à França debate sobre mediação e reconstrução da confiança nas instituições

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Artigo de Alberto Gonçalves de Souza Júnior foi selecionado para a European Negotiation Conference 2026, realizada na Sciences Po, em Paris, um dos principais fóruns internacionais sobre negociação e resolução de conflitos.

A crescente judicialização no Brasil e os desafios para tornar a resolução de conflitos mais ágil e eficiente estarão no centro de um debate internacional nesta semana, em Paris. O advogado catarinense Alberto Gonçalves de Souza Júnior, sócio do Gonçalves de Souza Advogados Associados, foi selecionado para apresentar um artigo na European Negotiation Conference 2026 (ENC 2026), conferência que reúne pesquisadores, formuladores de políticas públicas e especialistas em negociação e mediação de diversos países.

Realizado nos dias 2 e 3 de julho, na tradicional Sciences Po, uma das mais prestigiadas instituições de ensino da Europa, o evento discute o papel da negociação diante de desafios como instabilidade institucional, transformações tecnológicas, conflitos complexos e fortalecimento da cooperação entre governos, empresas e sociedade.

O artigo brasileiro, intitulado “Negotiating Justice: Social Dialogue Strategies to Reduce Litigation and Rebuild Trust in Labour Relations”, integra a programação oficial da conferência e será apresentado no painel “Negotiation in Social Dialogue”, ao lado de pesquisadores da Turquia, Alemanha e França. A apresentação está prevista para a manhã de sexta-feira (3).

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Judicialização além dos tribunais

No estudo, Alberto Gonçalves de Souza Júnior defende que o elevado número de processos judiciais no Brasil não representa apenas um problema de natureza processual, mas também evidencia uma crise de confiança nas instituições e dificuldades na prevenção de conflitos.

A pesquisa propõe ampliar o uso da mediação, da negociação e do diálogo social como instrumentos capazes de evitar que disputas cheguem ao Judiciário, reduzindo custos, encurtando prazos e estimulando soluções construídas de forma consensual.

“O excesso de processos no Brasil não pode ser tratado apenas como um problema do Judiciário. Ele revela uma dificuldade mais ampla de prevenir conflitos, construir confiança e resolver disputas de forma institucionalmente inteligente”, afirma o advogado.

Segundo ele, levar essa discussão ao cenário internacional também representa uma oportunidade de apresentar experiências brasileiras em um ambiente de troca entre especialistas de diferentes países.

“Levar esse debate a Paris é uma oportunidade de mostrar que o Brasil, apesar dos seus desafios institucionais, também pode contribuir com soluções. A mediação, a negociação e o diálogo social não são caminhos secundários; são instrumentos fundamentais para construir uma justiça mais eficiente, legítima e humana.”

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Reconhecimento internacional

A European Negotiation Conference reúne representantes da academia, do setor público, organizações internacionais e profissionais da área para discutir tendências e práticas voltadas à resolução de conflitos em diferentes contextos.

A edição de 2026 tem como tema “A New Era for Negotiation? Perspectives for 2040” e está estruturada em cinco grandes eixos, que abordam inteligência artificial, geopolítica, mediação, diálogo social e transformação institucional.

A presença de um pesquisador catarinense na programação reforça a inserção de Santa Catarina em discussões globais sobre inovação jurídica e métodos alternativos de resolução de conflitos, temas que ganham espaço diante da crescente sobrecarga do sistema de Justiça e da busca por soluções mais eficientes nas relações entre empresas, trabalhadores, entidades públicas e sociedade.

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